Crescimento do PIB de 2020 deve ser de 2,1%, revê Ministério da Economia

A nova previsão foi anunciada em um momento de incerteza sobre o desempenho da atividade econômica diante do avanço do novo coronavírus A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério…
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A nova previsão foi anunciada em um momento de incerteza sobre o desempenho da atividade econômica diante do avanço do novo coronavírus

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia revisou, nesta quarta-feira, 11, sua expectativa para o crescimento da economia brasileira em 2020. A nova projeção é de alta de 2,1% no Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Antes, a estimativa era de avanço de 2,4%.

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Na segunda-feira, 9, os analistas do mercado financeiro reduziram, pela primeira vez, a estimativa de crescimento da economia brasileira para um patamar abaixo de 2% em 2020. De acordo com o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, a projeção passou de 2,17% para 1,99%.

A nova previsão do Ministério da Economia foi anunciada em um momento de incerteza sobre o desempenho da atividade econômica diante do avanço do novo coronavírus (covid-19). O dado faz parte da nova grade de parâmetros que a equipe econômica utilizará para reestimar receitas e despesas do Orçamento. Essa revisão será anunciada até 22 de março.

A arrecadação federal foi projetada com base em uma expectativa de crescimento de 2,32% em 2020. O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, admitiu na terça-feira, 10, que a retomada mais lenta deve comprometer as receitas e levar a um contingenciamento de despesas no Orçamento para evitar o descumprimento da meta fiscal, que permite déficit de até R$ 124,1 bilhões.

Outro parâmetro que deve influenciar a queda nas receitas é o choque nos preços do petróleo no mercado internacional. A lei orçamentária foi formulada com base em uma expectativa de cotação média de US$ 58,96 por barril de petróleo Brent, mas a commodity encerrou o pregão de ontem a US$ 37,22. O governo não trouxe projeções sobre o petróleo no relatório.

O governo também deve retirar da conta os R$ 16,2 bilhões esperados com a privatização da Eletrobras, cujo projeto ainda não avançou no Congresso.

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