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O dólar comercial fechou em alta de 0,90% nesta quarta-feira, 1º, cotado a R$ 5,2094, refletindo cautela entre investidores após a decisão do Federal Reserve dos EUA, que sinalizou uma postura mais rígida na política monetária. A proximidade das eleições presidenciais no Brasil também aumentou a aversão ao risco, pressionando o real. Além disso, sanções dos EUA contra brasileiros ligados ao PCC contribuíram para a desvalorização da moeda brasileira.
O dólar comercial encerrou o pregão desta quarta-feira, 1º, em alta de 0,90%, cotado a R$ 5,2094. Com o avanço, a moeda norte-americana voltou ao patamar de R$ 5,20 e atingiu R$ 5,2169 na máxima do dia.
O movimento refletiu um ambiente de maior cautela entre os investidores. Desde a última decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, o mercado passou a reduzir a exposição a moedas de países emergentes, diante da expectativa de uma postura mais rígida da autoridade monetária norte-americana.
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No Brasil, a proximidade da eleição presidencial também contribuiu para aumentar a aversão ao risco e pressionou o real ao longo da sessão.
Sanções dos EUA também influenciaram o câmbio
Participantes do mercado também relacionaram a desvalorização da moeda brasileira ao anúncio de sanções impostas pelos Estados Unidos contra cidadãos e empresas brasileiras acusados de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo operadores, a medida ampliou a cautela nos negócios e reforçou o movimento de valorização do dólar.
De acordo com a equipe de macroestratégia do BTG Pactual, o Fed adotou uma comunicação mais dura em sua decisão mais recente. Na avaliação do banco, a autoridade monetária reduziu a ênfase nas sinalizações antecipadas sobre os próximos passos da política monetária e indicou a possibilidade de novas altas de juros, cenário que fortaleceu o dólar no mercado internacional.
Além do dólar à vista, outras moedas também registraram alta no Brasil. O dólar futuro para agosto fechou cotado a R$ 5,2490, enquanto o euro comercial avançou 0,48%, para R$ 5,9276.
Entre as 33 moedas mais líquidas acompanhadas pelo mercado, o real apresentou o pior desempenho no pregão desta quarta-feira.
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