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Economia

Em documento, governo volta a defender redução do Estado

Ministério da Economia aposta nas reformas estruturantes, no ajuste fiscal e no repasse de estatais à iniciativa privada

em documento
Ministro Paulo Guedes quer aumentar a oferta de produtos | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Em 29 de dezembro, técnicos do Ministério da Economia (ME) estabeleceram 11 projetos prioritários para 2021. Além disso, apontaram três desafios que o país terá este ano: emprego, crédito e consolidação das contas públicas. A equipe econômica considera que haverá aumento da taxa de ocupação e o crédito seguirá se expandindo. Sobre as melhoras nas condições fiscais, o governo assegura que “continuará tomando as medidas necessárias para fortalecer o processo de controle dos gastos públicos”, como o teto de gastos. O ME também informou que o Produto Interno Bruto do Brasil deve crescer 3,2% este ano.

Um dos alvos do ME é a aprovação de reformas estruturais, como a administrativa, focalizando a redução de despesas da máquina pública — estima-se que o gasto cairá R$ 300 bilhões em dez anos. Também estão na mira da pasta as propostas de emenda à Constituição emergenciais e o Pacto Federativo, que reduzem o porcentual de despesas obrigatórias — aquelas que não podem ser cortadas pelo Poder Executivo. Na papelada, o ME garante que não deixou de lado a agenda de privatizações: “A agenda de fortalecimento dos marcos legais avança e, em 2021, será a vez das privatizações e da abertura econômica”.

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Entre outros pontos, o ME salienta que as taxas de juros no exterior estão em níveis baixos e continuarão assim: “[Isso] nos favorece, seja pela possibilidade de mantermos os juros internos baixos, seja pelo estímulo à entrada de capitais internacionais que buscam melhores oportunidades de retorno”. Além disso, o preço de commodities em alta favorece o Brasil “via ganhos de termos de troca”. O texto destaca ainda que o prolongado período de juros baixos na economia brasileira terá efeitos positivos. Para 2021, o governo busca um moderno planejamento econômico via mercado, em vez do antigo planejamento estatal.

Leia o documento do Ministério da Economia

Não deixe de conferir: “2021: reformar ou quebrar”, artigo de Ubiratan Jorge Iorio publicado na Edição 40 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Marcelo Gurgel
    Marcelo Gurgel

    Agora é aguardar a reação dos inimigos do país, nos demais Poderes, ao exelente documento.

  2. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Será que o notável primeiro ministro Rodrigo Maia entendeu essa nota informativa do ministério da economia e saberá transmitir aos seus apoiadores da esquerda brasileira que formam o CENTRÃO MAIA? É necessário também que aqueles decadentes economistas tucanos (já fui) seguidores de FHC e que seguramente apoiam esse CENTRÃO MAIA, saiam do muro, tomem vergonha e apoiem esses princípios econômicos que outrora defenderam. Chega de politica rasteira, para compor com aqueles que nunca apoiaram qualquer iniciativa para o desenvolvimento do pais, e que no passado disseram ter recebido uma “herança maldita” desse ressuscitado FHC, a quem recomendo ler seus próprios “diários da presidência”, para relembrar o que falava deles.

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