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FGV: PIB do 2º trimestre tem queda de 8,7% em relação ao 1º trimestre

Monitor do PIB mostra, no entanto, que, no curto prazo, já se observa melhora na atividade econômica do país.
Segundo Monitor do PIB da FGV, queda do PIB brasileiro foi de 8,7% entre o primeiro e o segundo trimestres | Foto: Adriano Gadini/Pixabay
Segundo Monitor do PIB da FGV, queda do PIB brasileiro foi de 8,7% entre o primeiro e o segundo trimestres | Foto: Adriano Gadini/Pixabay | fgv, pib, segundo trimestre, estimativa

Monitor do PIB mostra, no entanto, que no curto prazo já se observa melhora na atividade econômica do país

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Segundo o Monitor do PIB da FGV, queda do PIB brasileiro foi de 8,7% no segundo trimestre comparado ao primeiro | Foto: Adriano Gadini/Pixabay

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro teve queda de 8,7% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre, segundo o Monitor do PIB, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Na comparação com o segundo trimestre de 2019, a redução foi de 10,5%, conforme os dados divulgados nesta terça-feira, 18.

Segundo a FGV, a retração de 8,7% do PIB no segundo trimestre é a maior queda da história brasileira desde 1980, quando dados trimestrais passaram a ser computados.

“É inegável que a pandemia de covid-19 trouxe enormes desafios para a economia brasileira que ainda devem demorar a ser solucionados. No entanto, na análise desagregada dos meses do segundo trimestre, nota-se que o pior desempenho foi em abril. Embora as taxas interanuais de maio e junho ainda estejam muito negativas, já houve melhora dos resultados nesses meses na comparação dessazonalizada”, diz a nota divulgada pela instituição.

Em junho, isoladamente, registrou-se alta de 4,2% no PIB, na comparação com maio. Em relação a junho de 2019, a queda na atividade econômica foi de 6,5%.

“Embora a economia esteja no segundo trimestre em situação pior em comparação ao anterior, no curto prazo já se observa uma melhora da atividade”, continua a nota da FGV.

Pelo lado da oferta, o tombo recorde do PIB no segundo trimestre foi puxado pela indústria, cuja atividade diminuiu 12,8% em relação aos três primeiros meses do ano, e pelo setor de serviços, que recuou 8,4%, na mesma base de comparação.

Pelo lado da demanda, tanto o consumo das famílias quanto a formação bruta de capital fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) puxaram a queda histórica. O consumo das famílias despencou 11,6% ante o segundo trimestre de 2019.

“Na análise do consumo de bens, as fortes retrações no consumo de semiduráveis (-51,0%) e de duráveis (-30,2%) são explicadas por quedas em todos os segmentos que compõem esses tipos de consumo. Já o consumo de não duráveis, embora tenha retraído 1,1% no trimestre, apresentou crescimento nos segmentos alimentícios e de artigos farmacêuticos e de perfumaria. O consumo de serviços também apresentou retração em diversos segmentos, embora as quedas no consumo de alojamento e alimentação e de saúde privada tenham sido as maiores contribuições para a queda desse tipo de consumo”, continua a nota.

Já a FBCF retraiu-se 20,9% no segundo trimestre, em comparação com igual período de 2019. Segundo a FGV, houve queda em todos os componentes, mas 70% da redução dos investimentos se deveram à expressiva retração dos aportes em máquinas e equipamentos (-35,9%), com destaque para “automóveis, camionetas, caminhões e ônibus”.

Com isso, estima-se que a taxa de investimentos tenha ficado em 15,8% do PIB no segundo trimestre. Essa taxa é 2 pontos porcentuais abaixo da média desde 2000, ainda de acordo com a FGV.

O Monitor do PIB serve como prévia para os dados oficiais trazidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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