A divulgação do relatório anual de 2025 do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) revelou o impacto financeiro provocado pelo caso Master, o qual totalizou perda de R$ 57,4 bilhões.
O documento mostrou que R$ 51,8 bilhões foram separados para garantir pagamentos ligados ao conglomerado Master. Além disso, houve concessão de outros R$ 5,7 bilhões em empréstimos ao grupo.
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No relatório, o FGC destacou que, em 2025, teve o desafio de enfrentar a iminente falta de liquidez do Banco Master. A situação que poderia comprometer metade do caixa da entidade.
“O grande teste de nossa capacidade de atuação ocorreu em 2025, ano que teve início com a iminência de caracterização de evento de iliquidez do conglomerado do Banco Master”, revelou o Fundo Garantidor de Crédito, que ainda citou a confiança dos depositantes no sistema no momento do seu aniversário de 30 anos. “A eventual liquidação poderia consumir cerca de metade do caixa do FGC.”
Detalhamento de provisões e empréstimos
O balanço detalhou que houve provisão de mais de R$ 40,6 bilhões para cobrir as garantias do Banco Master, do Master de Investimentos e do Letsbank, enquanto destinou outros R$ 11,1 bilhões, em 2026, a Will Bank e Pleno.
Ao encerrar 2025, havia empréstimos de quase R$ 2,9 bilhões para o Master, R$ 1,83 bilhão para o Will, R$ 801 milhões para o Pleno e R$ 291 milhões ao Master de Investimentos.
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O FGC explicou que estruturou os empréstimos de modo a minimizar riscos e liberou recursos semanalmente por letras financeiras. Além disso, direcionou-os exclusivamente para quitar passivos garantidos.
“A operação foi estruturada de modo que os recursos fornecidos pelo FGC foram liberados semanalmente, a partir da emissão de letras financeiras, e destinados exclusiva e diretamente a pagamento de passivos elegíveis à garantia do FGC”, completou o relatório.
Recuperação do caixa e reservas do FGC

Para recompor o caixa, os associados do FGC anteciparam, em março deste ano, contribuições equivalentes a 60 meses, o que resultou em mais de R$ 32 bilhões. O fundo informou que, considerando as liquidações recentes e a antecipação das contribuições, os valores de patrimônio líquido e liquidez atingiram, respectivamente, R$ 112 bilhões e R$ 103 bilhões, equivalentes a 1,86% dos depósitos elegíveis.
“Com essa medida, o FGC mantém reservas robustas, suficientes para fazer frente a cenários severos de estresse de mercado”, mostrou o documento.
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Pelas regras do fundo, a liquidez mínima exigida é de 2,5% dos depósitos elegíveis. Ao término de 2025, esse índice era de 2,23%, mas caiu para 1,28% depois dos pagamentos das garantias do Master. Ele se recuperou para 1,86% depois da antecipação das contribuições bancárias.
Fundo garantidor que cobre o roubo . Quem cobre o FGC? Os associados . Quem são os associados? E assim vai , ate chegar em quem?