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Economia

Fundo Garantidor de Créditos quer dividir risco de empréstimo ao BRB

FGC sinaliza participação limitada em operação para reestruturação do banco estatal e busca compartilhar crédito com instituições privadas

O FGC atua na prevenção de crises bancárias, garantindo depósitos e oferecendo suporte a instituições associadas | banco pleno, master, will
O FGC atua na prevenção de crises bancárias, garantindo depósitos e oferecendo suporte a instituições associadas | Foto: Reprodução/ Redes sociais

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) avalia assumir apenas uma parcela restrita do empréstimo que pode conceder ao Banco de Brasília (BRB). A medida integra a tentativa de reestruturação do banco estatal depois de perdas associadas a operações ligadas ao Banco Master. A parte restante viria de um grupo de instituições financeiras.

O FGC levou a posição ao comando do BRB em conversas reservadas, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. Ainda segundo o jornal, a proposta mais recente prevê participação limitada a uma cota equivalente ao valor colocado por cada banco do consórcio.

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O fundo já desembolsou até R$ 46,9 bilhões para indenizar investidores prejudicados pela liquidação do Master e do Will Bank, ambos do conglomerado de Daniel Vorcaro. Ao compartilhar o crédito, o FGC tenta reduzir a exposição a novos riscos relacionados ao caso.

Com os valores envolvidos, o FGC passou a ocupar posição central na cobertura do caso. A fraude levou ao maior pagamento a investidores já realizado pela entidade. O fundo atua na prevenção de crises bancárias, garantindo depósitos e oferecendo suporte a instituições associadas. Ele também apoia ajustes de liquidez, recomposição de capital e processos de saída ordenada do mercado.

Alternativas do BRB

Gestores do BRB afirmam que a expectativa anterior considerava cobertura pelo fundo de até metade da operação, e os bancos privados assumiriam o restante. Internamente, porém, o banco admite que o financiamento pode não se concretizar. A decisão depende da venda de carteiras de crédito, da alienação de ativos imobiliários e de outras medidas. Também há possibilidade de capitalização pelo controlador.

Parte dos envolvidos considera que bancos privados demonstram interesse em participar para preservar a estabilidade do sistema financeiro. Em paralelo, indicadores do BRB se aproximam dos observados no Master, classificado como instituição sem impacto sistêmico pelo presidente do Banco Central, (BC), Gabriel Galípolo.

Dados do BC mostram que o Master ocupava a 18ª posição em ativos em março, com R$ 86,8 bilhões, enquanto o BRB aparecia em 21º lugar. Já na carteira de crédito, o BRB somava R$ 53,9 bilhões, acima dos R$ 25,8 bilhões registrados pelo banco de Vorcaro.

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