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Economia

IPCA-15 registra deflação em agosto

Índice considerado a prévia da inflação foi divulgado nesta terça-feira, 26

Na contramão das promessas do governo de Lula da Silva, a classe mais pobre é a que está sentido com maior intensidade a desvalorização do dinheiro em decorrência da inflação | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
IPCA-15 foi de -0,14% em agosto | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, foi de -0,14% em agosto, e ficou 0,47 ponto porcentual abaixo do resultado de julho (0,33%), de acordo com o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE).

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No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,26% e, em 12 meses, 4,95%, abaixo dos 5,3% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2024, o IPCA-15 foi de 0,19%.

A redução de 0,14% é a primeira em mais de dois anos, desde julho de 2023, quando o recuo havia sido de 0,07%. Um dos motivos para a deflação é a política monetária do Banco Central, que fez sucessivas altas na taxa de juros desde meados do ano passado para conter a alta de preços.

IPCA-15: quatro grupos tiveram queda em agosto

Além de comunicação (-0,17%), os três grupos de maior peso no índice tiveram queda no nível de preços de julho para agosto: habitação (-1,13%), alimentação e bebidas (-0,53%) e transportes (-0,47%). Os demais grupos variaram entre o 0,03% de artigos de residência e o 1,09% de despesas pessoais.

Variação e impacto do IPCA-15 em agosto, por grupo | Foto: Reprodução/IBGE

A queda registrada no grupo habitação veio da contribuição de -0,20 ponto porcentual da energia elétrica residencial que recuou 4,93% em agosto em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. Em agosto, está em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.

O grupo alimentação e bebidas registra queda na média de preços pelo terceiro mês consecutivo, com a alimentação no domicílio recuando 1,02% em agosto. Contribuíram para esse resultado as quedas nos preços da manga (-20,99%), da batata-inglesa (-18,77%), da cebola (-13,83%), do tomate (-7,71%), do arroz (-3,12%) e das carnes (-0,94%).

Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,71% em agosto em virtude das altas no lanche (1,44%) e na refeição (0,40%).

O grupo transportes saiu de 0,67% em julho para queda de 0,47% em agosto. O resultado no grupo foi impulsionado pelas quedas nas passagens aéreas (-2,59%.), no automóvel novo (-1,32%) e na gasolina (-1,14%). No grupamento dos combustíveis (-1,18%), também recuaram o óleo diesel (-0,20%), o gás veicular (-0,25%) e o etanol (-1,98%).

1 comentário
  1. Ricardo Villas
    Ricardo Villas

    Deflação? Isso é falso. As estatísticas que o IBGE publica perderam a confiabilidade, desde que a instituição foi “sequestrada” por agentes petistas. Tudo o que é gerado ali, possui a intenção de favorecer um governo descontrolado nos gastos e na vontade de roubar.

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