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Nomeado para a Petrobras prega ‘equilíbrio’ entre acionistas e clientes

Joaquim Silva e Luna deve substituir Roberto Castello Branco no comando da empresa
O general Joaquim Silva e Luna, indicado por Bolsonaro para o comando da Petrobras
O general Joaquim Silva e Luna, indicado por Bolsonaro para o comando da Petrobras | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O general Joaquim Silva e Luna começou a externar as ações que planeja implementar na Petrobras. Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir a presidência da companhia, o militar falou neste fim de semana sobre buscar o equilíbrio entre as partes do negócio, dos acionistas aos clientes finais de combustíveis no país.

Leia mais: “Ministro nega interferência e fala em ‘fim de ciclo’ na Petrobras”

“Às vezes [o presidente da Petrobras] fica muito focado em que a empresa tem de dar lucro, que a empresa está no mercado, tem seus acionistas, tem seu valor, tudo isso”, afirmou Silva e Luna em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. “Mas também tem de enxergar a sociedade, a finalidade na qual a empresa existe, se não fica desfocado”, prosseguiu o general que nos últimos dois anos esteve na diretoria da hidrelétrica de Itaipu.

“Não pode se preocupar só com o lucro”

Silva e Luna também concedeu entrevistas ao portal G1 e ao site da emissora CNN Brasil. No segundo caso, o general chegou a afirmar que a Petrobras — que tem o governo federal como principal acionista, mas conta com papéis negociados na bolsa de valores — “não pode se preocupar só com o lucro.”

Ao aparecer na mídia, o general tem registrado que não irá interferir nos preços a serem definidos pela petrolífera, que tem seguido o valor internacional do barril de petróleo.

Indicado por Bolsonaro e tendo a nomeação divulgada pelo Ministério de Minas e Energia, Joaquim Silva e Luna precisará obter aprovação do conselho de administração para assumir a presidência da Petrobras. Caso tenha o nome aprovado, ocupará o cargo até então ocupada por Roberto Castello Branco.

Conforme noticiado por Oeste neste fim de semana, o mercado reagiu mal à possível chegada de Silva e Luna ao comando da Petrobras. O economista Luís Artur Nogueira chegou a comparar a decisão de Bolsonaro com atos de Dilma Rousseff. “Se o governo Bolsonaro abandonar a agenda liberal e adotar o populismo econômico, vai dar errado como deu no governo Dilma. Depois não digam que faltou aviso.”

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6 comentários

  1. Boa fala. A Petrobrás é um instrumento de política do governo, e como tal tem que dar sua contribuição para o país sair da merda. Ô idiota (eu), como ficam os acionistas privados, sua anta?? Fizessem sua análise de risco e botavam essa possibilidade no preço. Não é isso que os economistas conceituados nós ensinam? Então…

  2. A Esso vendeu tudo que não fosse exploração e produção, ficando com postos de gasolina só nos E UA, para abater sua dívida monstruosa. Agora ganhou uma baita concessão no Suriname, que o Maduro quer pegar na mão grande. Mas os militares já deslocaram um efetivo para a área.

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