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Economia

Petróleo ultrapassa US$ 100 com tensão no Oriente Médio; dólar sobe, e Bolsa cai

Mercado monitora os desdobramentos do ataque do grupo terrorista Houthi contra navios petroleiros da Arábia Saudita

Várias notas americanas de vinte dólares dispostas de forma organizada e sequencial em fileiras paralelas sobrepostas, com foco nítido na cédula central e desfoque gradual ao fundo.
Dólar avança em meio à preocupação dos mercados globais com o agravamento da crise no Oriente Médio | Foto: Reprodução/Pexels

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Os preços internacionais do petróleo subiram significativamente nesta quinta-feira, 23, ultrapassando US$ 100 o barril, devido ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, especialmente depois dos ataques do grupo Houthis a petroleiros sauditas no Mar Vermelho. O presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu retaliação ao Irã, que apoia os houthis. Às 15h20 (pelo horário de Brasília), o petróleo WTI estava a US$ 93,20, enquanto o brent alcançava US$ 101,75.

Os preços internacionais do petróleo tiveram mais um dia de forte valorização nesta quinta-feira, 23, ao ultrapassar a marca de US$ 100 o barril, diante do recrudescimento das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

O mercado monitora os desdobramentos do ataque do grupo terrorista Houthi contra navios petroleiros da Arábia Saudita no Mar Vermelho e a reação do presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu retaliação. Os sauditas são aliados históricos e estratégicos dos norte-americanos na região.

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Por volta das 15h20 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para setembro do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) disparava 7,34% e era negociado US$ 93,20.

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No mesmo horário, o contrato futuro para setembro do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) avançava ainda mais: 8,16%, acima de US$ 100 (US$ 101,75).

Petróleo em disparada

A cotação da commodity no mercado internacional vem subindo desde que os EUA retomaram os ataques contra o Irã.

Na véspera, os norte-americanos promoveram a 12ª noite consecutiva de ataques contra alvos militares iranianos. Segundo os EUA, a ofensiva tem o objetivo de enfraquecer a capacidade do regime do Irã de ameaçar o transporte marítimo no Estreito de Ormuz.

Ormuz é o canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito.

Houthis atacam petroleiros sauditas e ampliam tensão

Na quarta-feira 22, os houtihs, apoiados pelo Irã, atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho. Segundo os rebeldes, as embarcações teriam desrespeitado o bloqueio naval anunciado pela organização no início da semana.

A imprensa estatal iraniana divulgou imagens que mostrariam um dos navios em chamas. A agência britânica Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), responsável por monitorar a segurança da navegação na região, confirmou um incidente que envolveu um petroleiro a cerca de 130 quilômetros da costa saudita.

O UKMTO informou que houve um incêndio a bordo, mas não houve registro de feridos. A agência também não atribuiu oficialmente a autoria do ataque.

Nesta quinta-feira, Trump foi às redes sociais e afirmou que os EUA vão responsabilizar o regime iraniano pelos ataques do grupo terrorista.

Leia também: “‘Irã implora por acordo e vai continuar pagando preço’, diz Rubio”

“Se fizerem isso novamente, os EUA responsabilizarão o Irã, uma vez que os houthis são um representante e/ou grupo por procuração do Irã, e uma grande punição militar será imposta ao Irã e, é claro, aos próprios houthis”, escreveu o republicano na Truth Social.

Dólar avança, e Bolsa cai

Acompanhando a preocupação dos mercados globais com o agravamento da guerra, o dólar operava em alta perante o real na sessão desta quinta-feira.

Às 15h33, já na reta final da sessão, a moeda dos EUA avançava 0,73% e era negociada a R$ 5,088. Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,093. A mínima é de R$ 5,069.

Análise

Segundo Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, a nova disparada do petróleo reacende preocupações “com uma possível pressão inflacionária global” e pode “limitar o espaço para cortes de juros nas principais economias”.

Em relação à baixa do Ibovespa, observa Kayo, o índice reflete “a maior aversão a risco global com as novas declarações do presidente Donald Trump sobre o Irã”. “O mercado tem dado mais peso ao temor inflacionário da guerra do que ao efeito positivo do petróleo sobre os termos de troca do Brasil”, afirma.

Leia também: “Câmara dos EUA aprova orçamento de US$ 95 bilhões para guerra contra Irã”

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