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A Americanas anunciou nesta segunda-feira, 27, o encerramento de um processo arbitral de R$ 500 milhões, após os autores desistirem antes do julgamento. A ação foi movida pelo Instituto Ibero-Americano e outros investidores em janeiro de 2023, buscando ressarcimento por perdas relacionadas a inconsistências contábeis bilionárias reveladas pela empresa. Além da Americanas, estavam envolvidos os sócios da 3G Capital, que, apesar de terem deixado o controle da empresa em 2021, ainda são acionistas.
A Americanas informou nesta segunda-feira, 27, que encerrou o processo arbitral de R$ 500 milhões movido contra ela na câmara de arbitragem da B3. O fim da ação ocorreu depois que os autores apresentaram um pedido de desistência antes do julgamento do caso.
Segundo a varejista, os requerentes terão de reembolsar as despesas da arbitragem, que incluem custas administrativas, honorários dos árbitros e do Comitê de Impugnação.
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O Instituto Ibero-Americano, associação civil que reúne investidores, apresentou a ação. O procedimento teve início em 2023, pouco tempo depois de a Americanas comunicar ao mercado a existência de inconsistências contábeis bilionárias em seus balanços.
Além da empresa, também figuravam como partes no processo os empresários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles, sócios da 3G Capital. A gestora também integrava a ação. Embora o trio tenha deixado o controle da Americanas em 2021, permanece entre os principais acionistas da companhia.
Investidores buscavam ressarcimento por perdas
O pedido de arbitragem foi protocolado em 19 de janeiro de 2023, dias depois de a empresa divulgar ao mercado as inconsistências contábeis. Os investidores alegavam prejuízos relacionados à compra de ações por valores que consideravam incorretos e pediam indenização pelas perdas financeiras.
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Entre os pedidos apresentados estava o ressarcimento de prejuízos decorrentes da aquisição de papéis da Americanas antes da divulgação das inconsistências.
Em janeiro de 2023, o então presidente da companhia, Sergio Rial, informou ao mercado a existência de inconsistências contábeis estimadas em R$ 20 bilhões. Ainda naquele mês, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial, ao informar uma dívida de R$ 43 bilhões, cerca de 16,3 mil credores e disponibilidade de caixa de R$ 800 milhões.
Posteriormente, a Americanas comunicou que as apurações identificaram um lucro fictício de R$ 25,3 bilhões e apontaram supostas fraudes contábeis que, segundo a companhia, alcançariam R$ 45,9 bilhões.
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