publicidade
Economia

Relator cede, e nova versão da MP da Eletrobras dispensa contratação prévia de térmicas a gás

Segundo o novo texto do senador Marcos Rogério, leilões ainda terão de ocorrer, mas podem ser realizados após a desestatização

Senador Marcos Rogério (DEM-RO) | Foto: Pedro França/Agência Senado

O relator da medida provisória (MP) que abre caminho para a privatização da Eletrobras, senador Marcos Rogério (DEM-RO), apresentou uma nova versão do texto nesta quinta-feira, 17, flexibilizando mais um ponto que era considerado importante pelo governo. Segundo a nova redação, que deve ser votada ainda hoje no Senado, está dispensada a exigência de contratação de térmicas movidas a gás natural antes da desestatização.

A orientação teria partido do próprio governo, que entendeu que a obrigatoriedade de contratos prévios poderia inviabilizar a aprovação da MP no Senado. No texto reformulado apresentado pelo relator nesta manhã, não há mais a determinação prévia de leilões, que ainda terão de ocorrer, mas podem ser realizados após a desestatização.

Receba nossas atualizações

Leia mais: “MP da Eletrobras recebe mais 19 emendas”

Como Oeste noticiou ontem, a MP da privatização da Eletrobras já recebeu uma série de emendas (alterações no texto original) apresentadas pelos parlamentares.

Leia também: “Senado deve votar hoje MP que viabiliza privatização da Eletrobras”

Atualmente, como registramos, a União detém 60% das ações da estatal de energia. Com a capitalização, a partir da emissão de papéis da companhia pública, deve se reduzir a participação do governo para 45%. Entre outros pontos, a MP estabelece que o aumento do capital social da empresa será por meio da oferta pública de ações; que a participação de cada acionista ou grupo de acionistas não poderá ultrapassar 10%; e que a União terá poder de veto no estatuto social. Futuramente, o Ministério da Economia deve repassar a empresa à iniciativa privada, proposta ainda em estudo pela pasta.

A MP vai “caducar” — ou seja, perder a validade — caso não seja aprovada até o dia 22 de junho. O prazo de vigência de uma MP é de 60 dias, prorrogável uma vez por igual período.

Leia também: “Bolsonaro, sobre Eletrobras: ‘Se não privatizar, acaba em caos’”

No Twitter, o ex-secretário de Desestatização e Privatização do Ministério da Economia Salim Mattar criticou as mudanças feitas no projeto original e afirmou que os parlamentares “estão desperdiçando uma chance única de reduzir o tamanho do Estado”. Segundo ele, o Senado “conseguiu a façanha de piorar ainda mais o já péssimo texto aprovado pela Câmara”.

https://twitter.com/salimmattarBR/status/1405510881019039744

https://twitter.com/salimmattarBR/status/1405492459275182080

1 comentário
  1. Eduardo G D Cardoso
    Eduardo G D Cardoso

    Senhores senadores: pensem nos seus filhos e netos.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade