publicidade
Economia

Santander troca comando no Brasil e escolhe CEO da B3

Banco confirma saída de Mario Leão e define sucessão para o segundo semestre

Gilson Finkelsztain permanecerá à frente da Bolsa até o fim do primeiro semestre | Reprodução: Mike Mozart/Flickr

O Santander Brasil anunciou, na quinta-feira 19, a troca de comando da operação no país. O atual presidente, Mario Leão, deixará o cargo em julho. O banco escolheu Gilson Finkelsztain, atual CEO da B3, para assumir a função.

Finkelsztain permanecerá à frente da bolsa até o fim do primeiro semestre. A B3 informou que ele conduzirá a transição e garantirá a continuidade das operações e da estratégia da companhia.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Economia em Oeste

O executivo lidera a B3 desde 2017. Durante esse período, as ações da empresa avançaram 260%. A bolsa também registrou aumento no número de investidores pessoa física, sobretudo durante a covid-19. Atualmente, mais de 6 milhões de CPFs operam na plataforma. Em 2025, a companhia registrou lucro líquido recorrente de R$ 5,12 bilhões.

“Nosso foco será transformar a base sólida em entregas relevantes para clientes, acionistas e para a sociedade”, afirmou Finkelsztain. “O Brasil é um mercado de grandes oportunidades, e estou entusiasmado com o potencial do que podemos construir nos próximos anos.”

Ana Botín, presidente-executiva do Santander, ressaltou a qualificação do novo dirigente. “Sua experiência e reconhecimento no setor financeiro brasileiro o tornam bem qualificado para liderar a próxima fase de crescimento neste mercado tão relevante”.

Leão prepara saída do Santander

Mario Leão continuará no cargo durante o período de transição. Interlocutores afirmam que o executivo pediu para sair no início deste ano. A matriz do Santander, na Espanha, iniciou então a busca por um sucessor.

Leão atua no Santander há 11 anos. Ele ocupou a presidência nos últimos cinco. Antes disso, exerceu funções como vice-presidente e diretor das áreas corporate e de investment banking. O executivo também trabalhou no Morgan Stanley, Goldman Sachs e Citi.

+ Leia também: “Boletim Focus eleva projeção da Selic para 2026”

Durante sua gestão, Leão concentrou esforços na recuperação da rentabilidade do banco. O desempenho havia sido afetado pelo aumento da inadimplência no período posterior à pandemia. Para enfrentar o cenário, o Santander passou a focar clientes com maior renda e menor risco.

Os ativos do banco cresceram de R$ 931,2 milhões em 2021 para R$ 1,27 bilhão em 2025. No mesmo período, o lucro líquido gerencial alcançou R$ 15,615 bilhões, avanço de 12,6% em relação a 2024.

Apesar dos avanços, a inadimplência permanece acima do nível registrado antes da gestão atual. Em 2021, os atrasos superiores a 90 dias representavam 2,7% da carteira de crédito. Em 2025, o índice subiu para 3,7%.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade