Senado quer saber motivos da renúncia do ex-presidente do Banco do Brasil

Rubem Novaes deixou o Banco do Brasil na última semana afirmando que não se adaptou “à cultura de privilégios, compadrio e corrupção de Brasília”
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Rubem Novaes estava à frente do BB desde o início da gestão Bolsonaro| Foto: Governo do Estado de São Paulo
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Rubem Novaes deixou o Banco do Brasil na última semana afirmando que não se adaptou “à cultura de privilégios, compadrio e corrupção de Brasília”

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Rubem Novaes estava à frente do BB desde o início da gestão Bolsonaro| Foto: Governo do Estado de São Paulo

Integrantes do Senado querem ouvir o ex-presidente do Banco do Brasil Rubem Novaes sobre a motivação de sua demissão. Para isso, os senadores Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) apresentaram requerimentos de audiência.

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Novaes pediu demissão na última semana. Ele estava à frente da instituição desde o início da gestão de Jair Bolsonaro. Em recentes entrevistas, Rubem Novaes afirmou que decidiu deixar o banco por não ter se adaptado “à cultura de privilégios, compadrio e corrupção de Brasília”.

“Pela dimensão do Banco do Brasil, uma das maiores instituições financeiras da América do Sul, temos a obrigação de ouvir o senhor Rubem Novaes para que ele detalhe o que viu de privilégios, compadrio e corrupção nos 18 meses em que esteve na presidência do banco oficial”, justifica Kajuru no requerimento.

De acordo com outros senadores que também se manifestaram, o Banco do Brasil esteve no centro de algumas polêmicas nos últimos meses. Uma delas foi a venda, por R$ 371 milhões, de uma carteira de crédito que tem R$ 2,9 bilhões em dívidas vencidas.

Além disso, outro fato citado como desgaste para a saída foi a investigação do Tribunal de Constas da União (TCU) sobre gastos do banco com publicidade em sites de “notícias falsas”. O TCU determinou a suspensão dos contratos de publicidade em sites, blogs, portais e redes sociais que propagam fake news.

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