Copa sem Firula

Brasil busca ‘desfrutar’ de sua qualidade contra o Japão, diz Ancelotti

Eugenio Goussinsky Eugenio Goussinsky
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Brasil busca ‘desfrutar’ de sua qualidade contra o Japão, diz Ancelotti

Lucas Paquetá foi um dos jogadores elogiados por Ancelotti | Foto: Reprodução/Fifa

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Brasil e Japão se enfrentam nesta segunda-feira, 29, às 14 horas (do Brasil), pela segunda fase da Copa do Mundo, em Houston, em uma partida distinta de todas as outras entre as duas seleções. Além de ser o primeiro encontro de ambos em uma eliminatória, a equipe japonesa amadureceu. Está muito mais perigosa. Depois de cerca de 30 anos, o “efeito Zico” trouxe resultados efetivos.

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O ex-craque brasileiro foi jogar no Japão em 1991 e, exercendo uma função muito além da de atleta, ajudou a estruturar o futebol no país. Na coletiva deste domingo, 28, o técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, mostrou estar consciente desta nova realidade. No entanto, ressaltou que não falta confiança ao time brasileiro, que, para ele, reúne talentos acima da média.

“Para o jogo de amanhã [segunda-feira], precisamos de muitas coisas: mente, coração, ideia clara”, afirmou o técnico. “Temos que estar preparados para tudo que pode acontecer numa eliminatória, e numa eliminatória podem acontecer muitas coisas. O time está preparado, motivado, tem confiança e foi bem nos últimos dois jogos. O time está preparado para tudo que pode acontecer.”

Ancelotti mostrou pleno domínio da coletiva. Não se deixou levar por polêmicas ou especulações e deu respostas bem-humoradas, como quando lhe perguntaram se conseguia dormir, nos tempos de jogador, quando não sabia se começaria o jogo. Ele se nega a anunciar o time na véspera.

“Bem, dormia. Ia dormir. Você pensa que o jogador não dorme bem? Habitualmente, o jogador que vai jogar sabe”, afirmou. “O jogador que não vai não sabe. É uma conversa individual. Mas o jogador dorme muito bem. Melhor do que um treinador.” A declaração arrancou risadas dos jornalistas.

A maior possibilidade é a de ele manter a equipe que iniciou contra a Escócia, com Rayan no ataque. Uma das preocupações, que revelou, é conter as investidas japonesas caso a defesa, que sabe sair jogando com Tomiyasu, ultrapasse a marcação.

Neste caso, o ala Ritsu Doan, também meio-campista, é um jogador de toque rápido, que inicia jogadas ofensivas. Também Danilo, na lateral direita, terá de estar atento às investidas de Nakamura pela esquerda. Ancelotti afirmou que a derrota por 3 a 2 da Seleção para a equipe japonesa, em outubro último, vai servir como um bom teste para esse jogo eliminatório, totalmente diferente.

TRIO DE QUALIDADE DO BRASIL NA COPA DO MUNDO

Ancelotti tem confiança na qualidade da Seleção Brasileira. A começar pelas inteligentes movimentações dos meio-campistas Lucas Paquetá e Bruno Guimarães, em sincronia com Matheus Cunha, que circula do meio para o ataque. “A posição de Cunha no último jogo nos deu vantagem porque não é uma posição tão bem definida em campo”, disse o treinador, que se disse orgulhoso por ser uma parte da Itália trabalhando agora na Seleção Brasileira. “É muito importante mudar de posição para não dar muita referência para a equipe rival. Os três [Bruno, Paquetá e Cunha] fizeram um jogo muito bom nos últimos dois jogos neste aspecto.”

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Técnico consagrado e experiente, ele não se influencia com a tese de que o futebol brasileiro já deixou de ser talentoso. “A gente tem trabalhado muito bem para organizar uma equipe onde há grandes individualidades”, declarou. “O trabalho foi feito para a equipe desfrutar das grandes individualidades que tem.”