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Além de Trump, JK Rowling também foi censurada pela BBC

Crise de imparcialidade na emissora britânica envolve manipulação de discurso e veto a entrevista da autora de Harry Potter

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Uma entrevista com JK Rowling, escritora britânica, também foi censurada pela emissora | Foto: Divulgação/JK Rowling

A BBC enfrenta um colapso de credibilidade sem precedentes. Em poucos dias, vieram à tona dois episódios que expõem o viés político e a censura interna da emissora pública britânica: a manipulação de um discurso de Donald Trump e a tentativa de impedir uma entrevista com JK Rowling.

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O escândalo levou à renúncia do diretor-geral Tim Davie e da chefe de notícias Deborah Turness, no domingo, 9. Ambos deixaram os cargos depois da divulgação de um relatório interno que mostrou como a BBC distorceu falas de Trump em um programa da série Panorama. A edição fez parecer que o ex-presidente norte-americano havia incentivado a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

Escândalos sucessivos ampliam a crise na BBC

O dossiê, produzido por Michael Prescott, o mesmo consultor que apontou censura “pró-trans” dentro da redação, revelou que a emissora cortou trechos em que Trump pedia manifestações pacíficas. A revelação reforçou críticas sobre parcialidade e provocou reação imediata da Casa Branca e do próprio Trump, que classificou a BBC como “máquina de propaganda”.

Pouco antes desse caso, um ex-editor diplomático da emissora, Mark Urban, havia denunciado outro tipo de censura. Segundo ele, uma produtora do programa Newsnight tentou barrar uma entrevista com JK Rowling, por considerar que suas opiniões sobre identidade de gênero eram “problemáticas”. Urban relatou que a tentativa de veto ocorreu em uma reunião editorial e exemplifica a influência de um grupo ideológico dentro da BBC.

O relatório de Prescott já revelava que uma “pequena elite” de funcionários promovia uma agenda pró-trans, excluindo visões divergentes. Maya Forstater, diretora da organização Sex Matters, disse que o caso de Rowling confirma o padrão de bloqueio a vozes críticas ao ativismo de gênero.

Diante da repercussão, a BBC anunciou uma revisão de seus procedimentos editoriais e prometeu novas diretrizes sobre cobertura de política e gênero. A emissora, porém, tenta conter uma crise que agora combina censura interna, manipulação de conteúdo e perda de confiança pública.

Leia também: “Chefes da BBC renunciam depois de polêmica sobre edição de falas de Trump”

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2 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    É só a pontinha do ICEBERG….
    Quero ver essa canalhada ferrada !

  2. Lucia campos
    Lucia campos

    Lá a justiça funciona , aqui não ! Aqui só narrativas e tvs e jornais compradas infelizmente . Mas a verdade sempre chegará !!!!

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