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Americanas começa a pagar dívida milionária com a Rede Globo

A empresa abandonou o contrato com a emissora depois do escândalo de manipulação e associação criminosa na cúpula da varejista

Ativação das Lojas Americanas no BBB
A emissora começou a receber os pagamentos da rescisão contratual de R$ 14 milhões da Americanas no mês de abril | Foto: Reprodução/Globo

A Rede Globo aceitou, depois de um ano, a proposta de financiamento da dívida da Americanas. A emissora começou a receber os pagamentos da rescisão contratual de R$ 14 milhões no mês de abril.

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Em janeiro de 2023, a empresa abandonou o contrato para patrocinar o Big Brother Brasil. Na época, foi revelado um rombo de R$ 20 bilhões nos caixas da empresa de varejo. O Mercado Livre comprou a cota que ficou vaga para anunciar no reality show.

A companhia disse que saiu do acordo por estar “focada na gestão do negócio e no propósito de oferecer a melhor experiência a seus clientes, parceiros e fornecedores” diante da crise financeira.

Além disso, a varejista não realizou pagamentos por intervalos comerciais em horário nobre da Globo. Apesar da dívida, ambas as empresas continuaram com algumas parcerias de anúncio.

Procurada pelo jornal Folha de S.Paulo, a Americanas confirmou a dívida e o parcelamento do pagamento. A emissora já foi informada de quando as pendências serão resolvidas judicialmente. A Globo foi responsável por escolher o método de pagamento.

“A Globo segue como relevante parceira na estratégia de marketing e comunicação da Americanas S.A.”, explicou a companhia varejista, que enfrenta processo de recuperação judicial.

Ex-diretores da Americanas foram presos

Ex-diretores da Americanas foram alvo da Operação Disclosure, da Polícia Federal (PF), deflagrada na última quinta-feira, 27. O termo, que vem do inglês, significa “transparência de informações sobre a situação econômica de uma empresa”.

Os ex-executivos da Americanas são acusados de cometer insider trading — prática que envolve o uso de informações privilegiadas para obter vantagens no mercado financeiro
Os ex-executivos da Americanas são acusados de cometer insider trading — prática que envolve o uso de informações privilegiadas para obter vantagens no mercado financeiro | Foto: Reprodução/Freepik

Cerca de 14 pessoas da alta cúpula da companhia são investigadas por manipulação de mercado, uso de informação privilegiada e associação criminosa. A pena pode chegar a 26 anos de reclusão.

A PF revelou que as práticas irregulares dentro da empresa buscavam cumprir metas financeiras internas e fomentar bonificações. Os gestores manipulavam e aumentavam ilegalmente o valor de mercado das ações da varejista.

Investigações mostraram que o então CEO da Americanas, Miguel Gutierrez, vendeu R$ 158 milhões em ações da empresa depois de saber que seria substituído. Outros 11 diretores venderam R$ 250 milhões depois de saber da alteração da diretoria.

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