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COP30 irá ter caos logístico, diz The Economist

Publicação britânica cita falta de estrutura, calor extremo e preços abusivos como entraves à realização do evento no Pará

Polígono da COP30 em Belém, no Pará | Foto: Augusto Miranda/Agência Pará
Polígono da COP30 em Belém, no Pará | Foto: Augusto Miranda/Agência Pará

A revista The Economist, uma das publicações mais influentes do Reino Unido, publicou nesta quarta-feira, 10, uma reportagem crítica sobre a escolha de Belém como sede da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP30), marcada para 2025. O título da matéria já antecipa o tom da análise: prepare-se para uma “COP caótica”.

Logo nas primeiras linhas, a revista descreve Belém como uma cidade com infraestrutura limitada. O texto menciona buracos nas ruas, calor excessivo e esgoto a céu aberto como parte do cenário urbano. A falta de saneamento básico também ganha destaque: cerca de 40% das residências não possuem rede de esgoto, segundo a reportagem.

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“Belém é uma cidade esburacada na Amazônia brasileira, quente, pontilhada de esgoto a céu aberto e com escassez de leitos de hotel”, diz o texto. “Cerca de 40% de suas casas não têm rede de esgoto. E em novembro sediará a COP30, a cúpula do clima da ONU deste ano, que certamente será um caos.”

COP30 enfrenta escassez de hospedagens

A escassez de hospedagem aparece como um dos maiores obstáculos. Belém conta com aproximadamente 25 mil leitos, enquanto a estimativa de público gira em torno de 50 mil visitantes. A revista cita a adaptação de escolas e quartéis como alternativas de última hora. Motéis também foram listados como opções temporárias de estadia.

Além da limitação física, o custo assustou os analistas internacionais. Um quarto simples, de padrão inferior, foi anunciado por quase US$ 10 mil por noite — o equivalente a mais de R$ 60 mil. O dado ilustra, segundo a The Economist, a falta de controle sobre o mercado hoteleiro local.

A reportagem encerra com uma reflexão sobre o simbolismo da COP30. Para a publicação, a conferência em Belém escancara o paradoxo amazônico: promover o desenvolvimento enquanto se preserva o meio ambiente.

Para a revista, a Amazônia representa “as escolhas difíceis a serem feitas entre crescimento econômico e proteção ambiental.”

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