O Supremo Tribunal Federal (STF) reage às críticas como se fossem ameaças institucionais. Essa é a síntese da análise publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo neste sábado, 24, sobre a atuação da Corte no inquérito do Banco Master. O editorial questiona a postura do tribunal diante de dúvidas objetivas envolvendo a relatoria do ministro Dias Toffoli.
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O texto do Estadão afirma que o STF demonstra dificuldade em se submeter ao escrutínio público. Para o jornal, a nota divulgada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, não respondeu aos questionamentos centrais do caso. Ao endossar a condução do inquérito, Fachin teria reforçado a percepção de fechamento institucional.
Segundo o editorial, a manifestação do presidente do STF tentou sinalizar coesão interna, mas produziu efeito inverso. O jornal afirma que Fachin “expôs mais fragilidade – inclusive pessoal – do que firmeza”. Para o Estadão, a nota manteve “vivas as suspeitas que o próprio Supremo deveria dissipar”.
STF e o silêncio sobre fatos
O editorial sustenta que a Corte recorre a um padrão recorrente. De acordo com o texto, há o “velho cacoete de tratar críticas legítimas ao STF como ‘ameaças’ ou ‘ataques’”. O jornal ressalta que questionar decisões e pedir esclarecimentos não representa risco ao Estado de Direito.
O Estadão também critica a forma como a nota de Fachin menciona a atuação da imprensa. Para o jornal, ao desdenhar da cobertura jornalística, o STF ignora o papel da imprensa profissional, que “se limitou a divulgar fatos de interesse público e a formular perguntas sobre o caso Master”.
Outro ponto destacado é a ausência de enfrentamento das questões jurídicas centrais. O editorial questiona por que o inquérito tramita no STF sem investigados com prerrogativa de foro. Também cobra explicações sobre o sigilo imposto e sobre os interesses protegidos pela Corte no caso.
O texto menciona ainda as relações pessoais e familiares do relator com pessoas ligadas a investigados. Para o jornal, mesmo sem tipificação penal, a proximidade configura um conflito de interesses que exige reconhecimento. O editorial afirma que não admitir esse cenário revela “falta de humildade”, ao tratar ministros como figuras acima dos controles institucionais.
O Estadão inclui na análise a decisão da Procuradoria-Geral da República de arquivar pedidos de impedimento contra Toffoli. Segundo o jornal, não é possível descartar a leitura de que a PGR atua como “apêndice da Corte”, o que compromete sua independência funcional.
Ao concluir, o editorial reforça que o STF não ocupa posição imune à fiscalização. O jornal afirma que colocar a Corte “em um pedestal, acima de qualquer questionamento”, não fortalece a instituição. Para o Estadão, essa postura amplia a desconfiança e enfraquece os mecanismos republicanos previstos na Constituição.
Leia também: “Jornais criticam atuação de Toffoli no caso Banco Master”






































SE O ESTADÃO VOLTASSE AOS TEMPOS DE JORNALISMO REAL E VERDADEIRO ..O NOME SERIA …SINDICATO…
Mas até ontem qualquer comentário sobre o STF era “ato antidemocrático “!!! Será que o pix do Estadão não caiu??!