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Estadão critica Haddad em editorial: 'Nunca deixará de ser um petista'

Jornal avalia que ministro não conseguiu impor disciplina fiscal nem se descolar de Lula

Ministro da Fazenda Fernando Haddad
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante café da manhã com jornalistas | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O jornal O Estado de S. Paulo publicou, nesta segunda-feira, 5, um editorial com críticas duras à condução de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda. Para o jornal, o ministro encerra sua passagem pelo cargo sem deixar um legado de responsabilidade fiscal e sem conseguir se diferenciar politicamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O texto sustenta que Haddad atuou, desde o início do governo, como parte da engrenagem eleitoral do Planalto. Segundo o editorial, o ministro buscou ampliar a arrecadação para sustentar a expansão de gastos e atender às prioridades políticas de Lula. O jornal afirma que essa postura impediu qualquer compromisso real com o equilíbrio das contas públicas.

Ao comparar Haddad com Antonio Palocci, ministro da Fazenda no primeiro mandato de Lula, o Estadão destaca a incapacidade do atual chefe da equipe econômica de impor limites ao presidente. Palocci, defende o editorial, conseguiu preservar o tripé macroeconômico e propor metas fiscais rígidas. Haddad, por outro lado, jamais tentou algo semelhante.

Haddad usou âncora fiscal como peça de propaganda

O editorial classifica o arcabouço fiscal como uma construção sem credibilidade prática. Para o jornal, a regra serviu mais como discurso do que como instrumento efetivo de controle das despesas. O texto afirma que Haddad passou três anos “tentando dourar a pílula do déficit”, enquanto Lula desautorizava publicamente qualquer esforço de austeridade.

O Estadão cita declarações recentes do presidente para ilustrar o desprezo do governo por fundamentos macroeconômicos. Em uma delas, Lula afirmou: “Não tem macroeconomia, não tem câmbio: se tiver dinheiro na mão do povo, está resolvido o nosso problema”.

Apesar das críticas, o editorial reconhece um ponto como um possível avanço: a aprovação da reforma tributária sobre o consumo. O jornal atribui a iniciativa ao ex-secretário Bernard Appy e afirma que a medida pode corrigir distorções históricas que limitam a produtividade do país.

Mesmo nesse ponto, porém, a avaliação é incompleta. O texto ressalta que Haddad não conseguiu avançar na reforma do Imposto de Renda. O Estadão classifica como constrangedora a participação do ministro no anúncio da isenção para quem ganha até R$ 5 mil, medida descrita como eleitoreira.

Outro objetivo frustrado, segundo o editorial, foi a recuperação do grau de investimento. O jornal aponta que a trajetória da dívida pública segue ascendente e distante da estabilidade prometida. A projeção indica crescimento de cerca de dez pontos porcentuais do endividamento em relação ao PIB até o fim do atual mandato.

Para o Estadão, insistir que o arcabouço pode ser mantido sem ajustes relevantes e culpar governos anteriores pela situação fiscal atual representa um desvio da realidade. O editorial conclui que, ao adotar esse discurso, Haddad confirma que “nunca deixará de ser um petista”.

Leia também: “Deposição de Maduro beneficia toda a região, diz WSJ”

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7 comentários
  1. Carlos Henrique Soares
    Carlos Henrique Soares

    Icompetente para o cargo, esses petralhas são um bando aventureiros!

  2. Julio José Pinto Eira Velha
    Julio José Pinto Eira Velha

    Foi o pior prefeito que São Paulo já teve, foi colocado no ministério com a finalidade de ser o que sempre foi, capacho de Lula.

  3. FRANCISCO FERREIRA
    FRANCISCO FERREIRA

    Cortaram o pix do Estadão? Só agora viram a falácia de colocar o poste no ministério da fazenda? Nós, que não somos “ixpecialistas” já sabíamos que não iria funcionar e só agora deram conta?
    Cegueira ideológica ou falta de caráter?

  4. Carlos
    Carlos

    E qual parte disso tudo os hipócritas do Estadão consideram que seja uma surpresa? Idiotas! Estadão está mais para Estadinho. De um grande crítico da petezada passou a ostentar a estrelinha vermelha. Julio Mesquita se revirando no túmulo ao constatar que sim, todo homem do seu jornal tem seu preço.

  5. Luiz fernando Chalet ferreira
    Luiz fernando Chalet ferreira

    Junto com Toffoli é atualmente o mais nocivo ao país

  6. Miguel De Faria
    Miguel De Faria

    Isso já era previsto quando o STF elegeu o descondenado e colocou esse jabuti Hadad que nāo sabe nada sobre Economia uma figura sem relavância e agora que praticamente acabou que seu mandato. A pergunta que fica é quem vai resolver essa bola de neve de impostos pois ninguém aguenta mais sustentar esse casta corrupta?

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