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Estadão: governo Lula aproveita comoção sobre sexualização de menores para controlar redes sociais

Proposta quer dar poder a órgão federal para derrubar plataformas digitais sem aval da Justiça

O governo quer substituir o filtro institucional por uma decisão burocrática, tomada dentro de um gabinete ligado ao Planalto | Foto: Reprodução/Shutterstock
O governo quer substituir o filtro institucional por uma decisão burocrática, tomada dentro de um gabinete ligado ao Planalto | Foto: Reprodução/Shutterstock

Em editorial publicado nesta terça-feira, 19, o jornal O Estado de S. Paulo acusou o governo Lula de aproveitar a comoção em torno da “pedofilia on-line” para avançar com um projeto de controle das redes sociais. O veículo ressalta que a proposta ameaça “liberdades democráticas” ao permitir que um órgão ligado ao Executivo suspenda plataformas sem aval judicial.

A repercussão de um vídeo do influenciador Felca, que denunciou redes de exploração de menores na internet, gerou comoção pública nas últimas semanas. Como resultado, o governo anunciou que prepara um projeto de lei para enfrentar o problema. No entanto, o conteúdo da proposta revela uma ambição antiga: ampliar o controle estatal sobre o ambiente digital.

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A minuta do texto, que será enviada ao Congresso, prevê entregar poderes inéditos à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), vinculada ao Ministério da Justiça.

Desta forma, o órgão poderia bloquear redes sociais por até 60 dias, sem autorização judicial, caso considere que elas falharam no combate à pedofilia ou a crimes como fraudes e golpes.

Segundo o editorial, o governo quer dar à ANPD a prerrogativa de tirar do ar plataformas inteiras com base em critérios administrativos. Na prática, isso abriria caminho para decisões arbitrárias, tomadas por um ente subordinado ao próprio Executivo, e sem o devido processo legal.

Governo ignora decisão recente do STF sobre liberdade digital

Conforme o Estadão, a proposta atropela a jurisprudência estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal. Em junho, a Corte decidiu que apenas o Judiciário pode determinar a suspensão de redes sociais.

A remoção de conteúdos pode ser feita depois de notificação. Contudo, o bloqueio de plataformas exige decisão judicial com garantia de ampla defesa e contraditório.

O governo, entretanto, quer substituir esse filtro institucional por uma decisão burocrática, tomada dentro de um gabinete ligado ao Planalto. A justificativa é nobre — proteger crianças e adolescentes de abusos digitais. Mas a consequência pode ser desastrosa: transformar a pauta da segurança em arma para calar críticos e censurar conteúdos.

A tentativa não é inédita. O Partido dos Trabalhadores já tentou implantar no país o chamado “controle social da mídia”, termo que disfarça com eufemismo a velha prática da censura estatal.

+ Leia também: “Caso Hytalo Santos: pais de menores recebiam mesada de até R$ 3 mil”

De acordo com o editorial, a nova investida segue o mesmo roteiro. Ela explora uma causa legítima para propor mecanismos de vigilância e controle sobre o fluxo de informações.

O texto do governo não especifica com clareza o que caracteriza uma “negligência” no combate à pedofilia por parte das plataformas. Com isso, qualquer autoridade administrativa poderia alegar falha e suspender uma rede social, mesmo diante de simples desacordo ideológico.

4 comentários
  1. PCC
    PCC

    É Estadão, vocês estão colhendo aquilo que ajudaram a plantar.

  2. Gilson Herz
    Gilson Herz

    Esse canalha já deveria de estar nos quintos dos infernos.

  3. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Se a esquerdopatia não consegue controlar as redes sociais por meio de pesada censura, não consegue se manter no poder.

  4. Adail da Costa Leite Filho
    Adail da Costa Leite Filho

    Palhaçada oportunista deste presepeiro. Não consegue admitir que a opinião publica sobre ele é a pior possível. Quem deve teme!

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