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Estadão, sobre Pé-de-Meia: 'Irresponsabilidades do PT têm custo alto'

Estimativa anual da Iniciativa educacional do governo de Luiz Inácio Lula da Silva chega a R$ 12 bilhões; entenda

Ministro da Educação, Camilo Santana, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante cerimônia de anúncio da expansão do programa Pé-de-Meia no Estado do Ceará
Ministro da Educação, Camilo Santana, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante cerimônia de anúncio da expansão do programa Pé-de-Meia no Estado do Ceará | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em editorial publicado na manhã desta segunda-feira, 7, o jornal O Estado de S. Paulo analisou a atual situação do programa Pé-de-Meia, do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e concluiu que ele é “inchado”.

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Inicialmente, o projeto, de autoria da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), previa atendimento a estudantes regulares da rede pública e de famílias assistidas pelo Bolsa Família. Ampliado por uma portaria do Ministério da Educação (MEC), a qual o Estadão chamou de “canetada”, o Pé-de-Meia passou a abranger alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e de famílias com renda mensal per capita inferior a meio salário mínimo.

Assim, a iniciativa consiste no pagamento a estudantes de R$ 200 mensais, que podem ser sacados ou ficar numa poupança. Além disso, a cada ano cursado, o aluno ganha mais R$ 1 mil. Ao término, o beneficiário pode acumular, nos valores atuais, até R$ 9,2 mil.

O programa de Lula e do PT

Pé-de-Meia
As informações revelam casos de beneficiários com rendas acima do limite permitido pelas regras do programa | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Nas projeções iniciais do governo Lula, o Pé-de-Meia custava cerca de R$ 7,1 bi por ano. No patamar atual, espera-se que os gastos superem em R$ 5 bi essa estimativa e cheguem a mais de R$ 12,5 bi.

“O programa é daquelas boas ideias que o PT se esforça para estragar”, escreve o Estadão, em editorial. “Essa decisão do governo Lula de ampliá-lo suscita questionamentos. É de perguntar quais os critérios que justificaram o seu inchaço, se já houve uma avaliação da sua efetividade e se há recursos no Orçamento de modo que sua expansão não afete outras políticas públicas.”

No fim do texto, o jornal conclui que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva optou por usar o programa estudantil como uma vitrine eleitoral do terceiro mandato, “em dimensionar seu público-alvo de forma correta sem se importar com gastos”.

Leia também: “O conto do vigário”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 262 da Revista Oeste

“Por já estar em campanha pela reeleição e com a popularidade em queda, Lula faz do Pé-de-Meia um trunfo eleitoreiro”, diz o Estadão. “O custo das irresponsabilidades de uma gestão do PT é sempre alto.”

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