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Imprensa internacional repercute ‘crise do metanol’

Temor de intoxicação afasta brasileiros dos destilados e muda cardápios em bares de todo o país

vodka metanol São Paulo SP
A crise afetou diretamente o consumo da caipirinha, símbolo nacional nos bares | Foto: Reprodução/Freepik

O medo de contaminação por metanol em bebidas destiladas no Brasil ganhou repercussão internacional. Portais de notícias e emissoras de países como Estados Unidos, Reino Unido, França e Índia relataram a reação dos brasileiros, que trocaram cachaça, gim e vodca por opções consideradas mais seguras, como vinho e cerveja.

A crise afetou diretamente o consumo da caipirinha, símbolo nacional nos bares. Reportagens indicaram queda nas vendas, suspensão de coquetéis e até mudanças de cardápio em restaurantes.

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O jornal britânico The Independent registrou um “pânico” generalizado na noite de sexta-feira 3, quando consumidores evitaram bebidas destiladas em casas noturnas e preferiram cervejas.

A rede norte-americana ABC News relatou esvaziamento de regiões boêmias em São Paulo. Segundo a emissora, o temor levou muitos a cancelarem pedidos com cachaça e gim, alterando o ritmo habitual dos bares.

O canal France 24 publicou que as “caipirinhas estão canceladas”. A reportagem ouviu donos de bares que relataram queda na procura por drinques com vodca e cachaça. Muitos clientes têm questionado a origem das bebidas antes de consumir.

Já rádio francesa RFI também acompanhou o episódio. A emissora mostrou que a população brasileira passou a buscar alternativas aos destilados e adotou posturas mais cautelosas em bares.

Bares suspendem venda e reformulam coquetéis

Por sua vez, o jornal indiano The Week revelou que alguns bares brasileiros decidiram parar de servir bebidas com destilados. Em vez disso, passaram a oferecer coquetéis com ingredientes não alcoólicos ou à base de fermentados.

+ Leia também: “AGU cobra Meta por ações contra a falsificação de bebidas”

Empresários do setor relataram prejuízos e incertezas. A crise gerou mudanças rápidas no comportamento dos clientes, forçando ajustes nos cardápios e estratégias de venda. Sem perspectiva clara de normalização, o setor teme que a confiança do consumidor demore a ser restaurada.

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1 comentário
  1. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Faltou fiscalização e informação , transparência. Não acredito que no MS alguém saiba tratar veneno de animais peçonhentos quanto mais intoxicação química.

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