A alta das taxas dos títulos públicos de longo prazo expõe a fragilidade das contas federais e reflete os custos do aumento dos gastos promovido pelo governo Lula, afirma editorial da Folha de S.Paulo publicado neste domingo, 14. O avanço das despesas públicas, diz o jornal, tem contribuído para manter a inflação pressionada e reduzido o espaço para cortes na taxa básica de juros.
“Como tem sido a regra na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, a conduta perdulária com as contas públicas cobra seu preço na forma de juros cada vez mais altos”, diz o texto. Desde maio, as taxas futuras de juros registraram forte alta, um sinal de que investidores já não enxergam margem relevante para a redução da Selic, atualmente em 14,5% ao ano.
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Na avaliação do jornal, mesmo que o Banco Central promova um corte de 0,25 ponto porcentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária, o país deverá conviver por um período prolongado com juros elevados. “Na prática, o custo de financiamento do Tesouro Nacional vai ficando cada vez maior”, afirma o editorial.

Como exemplo, a Folha destaca que a remuneração do título público indexado à inflação com vencimento em 2032 passou de 7,63% para 8,1% ao ano em menos de um mês. “Trata-se de patamar obviamente insustentável.”
O jornal reconhece que fatores externos também contribuíram para a deterioração recente do cenário, como aumentos nos preços de combustíveis, fertilizantes e insumos industriais, além das tensões geopolíticas internacionais. Ainda assim, sustenta que a principal fonte de pressão decorre da política fiscal expansionista do governo Lula.
O crescimento real dos gastos não financeiros da União deverá se aproximar de 20% ao longo dos quatro anos de mandato do petista. Esse ritmo de expansão alimenta a inflação de serviços ao sustentar a demanda em níveis elevados sem aumento correspondente da produtividade da economia.

Nesse contexto, o jornal contesta declarações do chefe do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, segundo as quais a inflação estaria “sob controle” e caminharia para registrar o menor índice médio de um mandato presidencial.
“É fato que a autonomia do BC, tão criticada pelas lideranças petistas, vai demonstrando sua eficácia no controle monetário”, frisa o editorial. “Sem a colaboração da política fiscal, entretanto, os custos são exorbitantes diante dos resultados.”
Alta da inflação e dos juros será legado difícil para o próximo governo
Segundo as projeções mencionadas pela Folha, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá superar 5% em 2026, enquanto a média anual desde 2023 permanece próxima de 4,8%, acima da meta oficial de 3% e também acima do teto de tolerância de 4,5%.

O jornal também lembra que, com a aproximação das eleições, o governo intensificou medidas de estímulo econômico por meio de crédito subsidiado e financiamentos concedidos por instituições públicas. Operações realizadas por Banco Nacional de Desenvolvimento, Caixa Econômica Federal e fundos estatais já ultrapassam R$ 150 bilhões.
As aparentes bondades produzem, em prazos mais longos, mais inflação, juros e inadimplência, destacou a Folha. “Os reais beneficiários são os famigerados rentistas — ou os que dispõem de dinheiro para emprestar ao governo.”
O texto argumenta ainda que o cenário atual reduz as alternativas para o próximo governo, que deverá optar entre promover um ajuste fiscal rigoroso para viabilizar uma queda dos juros. “A alternativa espúria será fechar as contas com inflação elevada, à custa dos mais pobres.”






































Todos os governos de esquerda são desastrosos. Ja é o terceiro que quebra o Brasil.Quem ganha é o Paraguai.