Em editorial publicado neste domingo, 30, o jornal britânico The Economist criticou o governo Lula (PT) por adotar posições que isolam o Brasil das principais democracias ocidentais.
O texto cita como exemplo a nota oficial divulgada pelo Itamaraty no domingo 22, poucas horas depois de os Estados Unidos bombardearem instalações nucleares do Irã com bombas de alta penetração, conhecidas como bunker-busters.
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“O governo brasileiro ‘condena veementemente’ o ataque norte-americano”, recordou o jornal, referindo-se ao comunicado do Ministério das Relações Exteriores, que classificou a ação como “uma violação da soberania do Irã e do direito internacional”.
De acordo com o The Economist, a contundência da mensagem colocou o Brasil em contradição com todas as outras democracias do Ocidente, que “ou apoiaram os ataques ou apenas manifestaram preocupação”.
A publicação também chamou a atenção para o alinhamento do governo Lula com o Irã dentro do Brics, bloco formado por 11 economias emergentes, incluindo Brasil, China, Rússia e África do Sul. O Irã se tornou membro do grupo em 2024 e deve enviar uma delegação para a cúpula anual, marcada para os dias 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro.
“O clube é atualmente presidido pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como Lula”, destacou o editorial. “Originalmente, ser membro oferecia ao Brasil uma plataforma para exercer influência global. Agora, faz o país parecer cada vez mais hostil ao Ocidente.”
O jornal avaliou que a postura de Lula pode ter impacto nas relações comerciais e diplomáticas do Brasil com aliados históricos no Ocidente
O The Economist avaliou que essa postura pode ter impacto nas relações comerciais e diplomáticas do Brasil com aliados históricos no Ocidente. O editorial faz coro a críticas já manifestadas por diplomatas europeus e norte-americanos, que enxergam no governo Lula uma guinada de política externa voltada a fortalecer laços com regimes autoritários.
O jornal também reproduziu a avaliação de Matias Spektor, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. Para o pesquisador, a posição brasileira corre o risco de comprometer a alegada neutralidade:
“Quanto mais a China transforma o Brics em um instrumento de sua política externa, e quanto mais a Rússia usa o Brics para legitimar sua guerra na Ucrânia, mais difícil será para o Brasil continuar dizendo que é não alinhado.”





































Comunistada de merda!!!A lavajato mudando o destino da Nação?
Só que não!
Quando um povo não se identifica combo seu governante, portanto um governo ILEGÍTIMO, o buraco é msis em baixo.