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Lula repete mesmos erros que Dilma, critica Folha

Editorial aponta troca de reformas por medidas populistas, alerta para risco fiscal e compara a estratégia do petista à da ex-presidente em 2015

LULA ENVIA ISENÇÃO IMPOSTO DE RENDA
Presidente Lula durante reunião para anúncio do Envio ao Congresso Nacional do Projeto de Lei de Ampliação da Isenção do Imposto de Renda para quem tem renda até R$ 5 mil | Foto: Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Em editorial publicado neste domingo, 20, o jornal Folha de S.Paulo criticou a guinada eleitoral do governo Lula (PT) na segunda metade do mandato, e destacou a substituição de reformas estruturais por medidas de apelo popular, como a isenção do Imposto de Renda para rendas de até R$ 5 mil e o crédito consignado com garantia do FGTS. 

O jornal também aponta o voluntarismo na condução de políticas públicas, como a proposta de isentar 60 milhões da conta de luz, apresentada sem estudos técnicos.

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou por conta própria um projeto para isentar 60 milhões de brasileiros da conta de luz. Ignorou o fato de o Ministério da Fazenda e a Casa Civil não terem elaborado estudos sobre o tema. Haddad negou a proposta. Silveira atribuiu a contradição a uma “falta de comunicação”. Como observa o texto: “É sintomático, de todo modo, que nem Haddad nem Lula tenham se posicionado sobre uma medida de tamanho impacto.”

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Outro exemplo da guinada populista foi a criação do crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada, garantido pelo FGTS. O objetivo seria mitigar o impacto da alta dos juros, adotada pelo Banco Central para conter a inflação alimentada pelo aumento dos gastos públicos. Ainda assim, o Palácio do Planalto mantém o silêncio sobre alertas técnicos.

Estimativas oficiais apontam que, a partir de 2027, a expansão contínua das despesas obrigatórias pode inviabilizar o funcionamento da máquina pública. Mesmo assim, o “governo Lula, no entanto, parece reagir como se os números tratassem de décadas à frente.”

“Premido pela baixa aprovação popular a Luiz Inácio Lula da Silva, o governo entrou em modo eleição —e suas ações, aí incluída a política econômica, estão subordinadas a essa prioridade”, disse o jornal.

Governo Lula não enfrenta desequilíbrio fiscal

Em vez de enfrentar o desequilíbrio fiscal e a inflação com responsabilidade, a gestão recorre ao populismo e à propaganda. O texto faz um paralelo com Dilma Rousseff, e sugere que Lula repete erros que levaram à crise no governo petista anterior.

“Na última reeleição petista, Dilma Rousseff manteve o pé no acelerador do gasto público, negou o quanto pôde a necessidade de ajustes e adiou as decisões difíceis para o segundo mandato”, completou a Folha.

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1 comentário
  1. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    A FOLHA fez o L, então agora faça bom uso do indicador.

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