O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou nesta quinta-feira, 16, uma nova ação de difamação contra The New York Times e alguns de seus repórteres. O processo acusa o jornal de comprometer sua reputação empresarial e de interferir em sua campanha presidencial de 2024.
Em setembro, o juiz federal Steven Merryday, da Flórida, rejeitou a versão anterior da ação, de 85 páginas, por considerá-la excessivamente detalhada e pouco direta. Ele permitiu que a defesa reapresentasse a queixa, desde que não ultrapassasse 40 páginas. A equipe de Trump seguiu as orientações e protocolou a petição revisada.
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A nova ação mantém o pedido de indenização de US$ 15 bilhões (aproximadamente R$ 81,5 bilhões). O processo sustenta que dois artigos publicados pelo jornal teriam prejudicado a imagem de Trump como empresário e apresentador do reality show O Aprendiz.
Os textos foram assinados por Susanne Craig, Russ Buettner e Peter Baker. Além disso, a ação inclui a editora Penguin Random House, responsável pela publicação de um livro, escrito por Craig e Buettner, sobre Trump. A obra em questão é Lucky Loser: How Donald Trump Squandered His Father’s Fortune and Created the Illusion of Success (em tradução livre: Perdedor Sortudo: Como Donald Trump Torrou a Fortuna do Pai e Criou a Ilusão de Sucesso).
Trump já moveu outros processos contra a imprensa
O caso integra um conjunto de processos movidos por Trump contra grandes veículos de comunicação. A CBS News e a ABC News, por exemplo, chegaram a acordos financeiros de US$ 16 milhões (R$ 86,9 milhões) cada para uma encerrar disputas com o ex-presidente.
Trump também acionou o The New York Times em 2021 por reportagens sobre sua situação financeira. Contudo, a ação foi rejeitada e gerou ao presidente norte-americano a obrigação ao arcar com os custos legais do jornal. Em 2020, a campanha de reeleição do republicano já havia movido processo contra o jornal por um artigo de opinião, que igualmente não prosperou.
Em nota, a equipe jurídica de Trump afirmou que o ex-presidente continua responsabilizando a imprensa por suas publicações. O The New York Times reforçou que considera a ação sem mérito e classificou a iniciativa como uma tentativa de pressionar o jornalismo independente.
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