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Visita de Lula à China 'não deixará saudades', diz Folha

Jornal alerta perigo simbólico e político de petista convidar uma ditadura para influenciar a liberdade de expressão do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra com Xi Jinping, o líder chinês, na abertura do IV Fórum Celac-China
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se encontra com Xi Jinping, o líder chinês, na abertura do IV Fórum Celac-China | Foto: Ricardo Stuckert/ PR

Em editorial publicado neste domingo, 18, o jornal Folha de S.Paulo critica duramente a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua recente viagem à Rússia e à China, especialmente pelo modo como tratou o tema da regulação das redes sociais em um encontro com o ditador chinês, Xi Jinping.

O texto afirma que a passagem de Lula por Pequim “não deixará saudades” e classifica como impróprio o fato de um tema tão sensível — como o controle das redes sociais — ter sido discutido em um jantar com o líder de “uma das mais repressivas ditaduras do planeta”.

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A crítica central recai sobre a ideia de que Lula teria pedido a Xi Jinping o envio de “uma pessoa de confiança” para tratar da questão digital no Brasil, com foco no TikTok. Segundo o jornal, esse gesto beira o absurdo.

“Qual teria sido a vantagem política para o presidente de conclamar representantes de uma ditadura para dar lições sobre controle das redes sociais na democracia brasileira?”

A Folha alerta ainda para o perigo simbólico e político de convidar uma ditadura para influenciar o debate sobre liberdade de expressão no Brasil.

“A chegada de um comissário chinês para auxiliar a gestão petista em assuntos de censura, pois é disso que se trata, seria um estimulante apenas para a oposição.”

O editorial também questiona a real motivação por trás do desconforto do casal presidencial com as redes sociais, insinuando que a intenção de regulação só ocorre porque a oposição tem força nesses canais.

“Manteria as suas críticas fossem os situacionistas, não os oposicionistas, as forças dominantes nesses meios?”, indagou o jornal. “A resposta é negativa.”

Por fim, o editorial afirma que a legitimidade para arbitrar o que pode ou não ser dito nas redes sociais não pertence a quem está no poder, defendendo a liberdade de expressão como pilar da democracia.

“É por essa razão que quem está no governo não tem legitimidade para colocar-se na posição de árbitro da expressão alheia.”

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2 comentários
  1. Andre mendonça
    Andre mendonça

    a folha e o estadão estão chorando sobre o leite que lutaram por derramar… Meretrizes arrependidas!

  2. Ralf Pol
    Ralf Pol

    FSP sempre soube disso!
    Agora estão preocupadinhos…
    Terá sido apenas o começo se o tiranete macunaíma agir conforme os próprios e egocêntricos interesses…

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