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A crise do coronavírus pode gerar escassez de alimentos, diz agência da ONU

Além dos impactos na saúde e na economia, a crise do coronavírus pode provocar a escassez de alimentos e a insegurança alimentar de povos que dependem da cooperação entre os países para se alimentar todos os dias.

O alerta foi dado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), órgão das Nações Unidas para agricultura e alimentação em um relatório emitido no final de março

Foto: Free-Photos

Além dos impactos na saúde e na economia, a crise do coronavírus pode provocar a escassez de alimentos e a insegurança alimentar de povos que dependem da cooperação entre os países para se alimentar todos os dias. É o que informa o relatório emitido no final de março pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), órgão das Nações Unidas para agricultura e alimentação.

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“As prateleiras dos supermercados permanecem estocadas por enquanto”, declarou a FAO, em relatório assinado em conjunto a Organização Mundial da Saúde e a Organização Mundial do Comércio. “Mas uma prolongada crise da pandemia pode rapidamente sobrecarregar as cadeias de suprimento de alimentos, uma complexa rede de interações envolvendo agricultores, insumos agrícolas, plantas de processamento, remessas, varejistas e muito mais”.

A maior preocupação não é com a falta de alimentos mas sim com as medidas restritivas que os países podem impor para restringir as exportações. Em um cenário de incertezas e medo, alguns países podem reter suas produções agrícolas, enquanto outros países que dependem das importações podem sofrer com a restrição de alimentos.

O fechamento de fronteiras, restrições de movimento e interrupções nos setores de transporte e aviação tornaram mais difícil continuar a produção de alimentos e o transporte de mercadorias internacionalmente — colocando em risco os países com poucas fontes alternativas de alimentos.

Nem precisa dizer que a instabilidade na cadeia alimentar afetará os cidadãos mais pobres, conforme alertou o Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CFS) da ONU.

Diante desta constatação, é preciso aprimorar a equação entre o confinamento radical e a paralisação das atividades humanas. Os efeitos colaterais do combate à epidemia também vão custar vidas.

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3 comentários
  1. Juarez Dezuani Dias de Oliveira
    Juarez Dezuani Dias de Oliveira

    Nenhuma pandemia na história da humanidade foi enfrentada abrindo o flanco da fome, do desabastecimento ou do caos econômico. A peste, a gripe espanhola, gripe asiática, SARS, MERS, H1N1; enfrentamos todas com toda essa retaguarda montada, de pé. E vencemos. Agora, fizeram-nos crer que nações combalidas em seus pilares fundamentais estarão mais aptas para a batalha. Como assim? Há uma grande desconfiança latente em todos os povos. Estamos cedendo demais e isso não vai acabar bem.

    1. Otávio Brandão
      Otávio Brandão

      Seria ótimo se, para começar, o Brasil parasse de vender soja para a china. Aí não vai faltar alimento aqui não.

  2. Jussara Miranda Soares Ferreira
    Jussara Miranda Soares Ferreira

    Mas o louco e o Bolsonaro né!
    Ele já havia no inicio falado disso,mas foi taxado de inconsequente!

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