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A cronologia da tentativa de assassinato de Trump

Ex-presidente dos EUA sobreviveu a atentado no sábado 13

Donald Trump discursava em um evento na cidade de Butler, quando barulhos de tiros foram ouvidos na multidão por volta das 18h, horário local | Foto: Reprodução/Twitter/X/@LeadingReport
O Departamento de Segurança Interna emitiu um relatório em outubro de 2024 com críticas severas ao Serviço Secreto | Foto: Reprodução/Twitter/X/@LeadingReport

Às 18h02 de sábado 13, ao som de God Bless the USA (Deus Abençoe os Estados Unidos), o ex-presidente Donald Trump subiu ao palco no parque de diversões em Butler, Pensilvânia, acenando para a multidão que o aplaudia e fazendo seu discurso habitual de comício sob o sol escaldante do meio do verão no Hemisfério Norte.

Poucos minutos depois, Trump apontou para a projeção de um gráfico que mostrava um aumento nas travessias ilegais da fronteira durante o governo de Joe Biden. “Esse gráfico tem alguns meses”, disse Trump à plateia. “E se vocês quiserem ver algo realmente triste…”.

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Foi exatamente nessa frase, às 18h11 (19h11 do horário de Brasília), que os tiros foram disparados — pelo menos cinco. Nesse momento, Trump passou a mão em sua orelha e agentes do Serviço Secreto, de trajes escuros, correram em sua direção. Ele desceu para o chão, enquanto os agentes gritavam: “Abaixe-se!” Os milhares de participantes do comício que se aglomeravam no campo à sua frente se moveram como um só, caindo no chão, enquanto o silêncio se espalhava pela grama, pontuado apenas por um grito ocasional.

Momentos depois, Trump ficou de pé, enquanto os agentes do Serviço Secreto se aglomeravam ao seu redor, cobrindo seu corpo. Eles tentaram levar o ex-presidente para fora do palco, à sua esquerda, enquanto o sangue escorria de sua orelha. “Esperem, esperem, esperem”, disse Trump.

O ex-presidente também perguntou onde estavam seus sapatos. Ao sair, ergueu o punho, enquanto a multidão aplaudia, e disse “Lutem”, antes que os agentes o levassem pelas escadas até um SUV preto que o aguardava.

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Cidade onde ocorreu a tentativa de assassinato de Trump

Butler é uma cidade de 13 mil habitantes, localizada 53 quilômetros ao norte de Pittsburgh, no oeste da Pensilvânia. É o tipo de área rural do Cinturão da Ferrugem que ajudou a eleger Trump presidente em 2016 e que quase o manteve no cargo em 2020. Trump venceu no condado de Butler por 32 pontos porcentuais de vantagem.

No sábado 13, a grama do campo onde estava o palco foi lentamente coberta por um mar de bonés vermelhos da campanha Make America Great Again (Faça a América Grande Novamente).

Trump chegou ao local às 19 horas e caminhou em direção ao palco, usando seu conhecido boné vermelho, um terno preto, camisa branca desabotoada no pescoço e sem gravata. Ele sorriu e apontou para a multidão que o aplaudia e disse: “Esta é uma grande multidão. Esta é uma grande, grande e bela multidão.”

Donald Trump depois da tentativa de assassinato em Butler, Pensilvânia – 13-7-2024 | Foto: Brendan McDermid/Reuters

Depois de citar o nome de David McCormick, o republicano que concorre contra o senador democrata Bob Casey, da Pensilvânia, e prometer trazê-lo ao palco mais tarde no comício, Trump voltou a um de seus temas favoritos. “Temos milhões e milhões de pessoas em nosso país que não deveriam estar aqui”, disse ele. “Pessoas perigosas.”

Em seguida, ele direcionou o público para o gráfico projetado de travessias de fronteira. Foi quando os disparos começaram.

O atirador, identificado pelo FBI como Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, foi morto pelo Serviço Secreto logo depois de fazer os disparos. Ao menos cinco tiros foram ouvidos no local, e a arma utilizada foi o fuzil AR-15, posicionada em um telhado a 130 metros do palco.

Informações divulgadas pelos Serviço Secreto indicam que Crooks seria registrado como republicano, mas teria feito doação aos democratas. A motivação para o atentado ainda não está clara.


Redação Oeste, com informações da Agência Estado

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1 comentário
  1. Paulo César de Castro Silveira
    Paulo César de Castro Silveira

    Até hoje não sabemos quem matou Kennedy: Fidel, Cia ou a Máfia?

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