Em março de 2013, o cardeal Jorge Mario Bergoglio — então arcebispo de Buenos Aires — viajou ao Vaticano para assumir a liderança da Igreja Católica. O que ele não sabia à época é que seria uma viagem sem volta. Apesar de amar seu país, o papa Francisco nunca mais voltou a pisar em solo argentino.
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Isso se deve em razão de vários motivos. A imprensa internacional sugere que o principal deles é o político. Quando Francisco foi escolhido como papa, a então presidente da Argentina, Cristina Kirchner, não demonstrou muito entusiasmo com a notícia. Em discurso, ela se referiu ao novo líder da Igreja Católica apenas como um “latino-americano”.

De acordo com o jornal argentino Clarín, Cristina acusou Francisco de haver sido cúmplice do regime militar no país (1976-1983). A ex-presidente peronista também o acusava de trair dois sacerdotes jesuítas.
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Além disso, Cristina e Francisco tiveram divergências em relação ao tema do aborto. Contudo, apesar dos conflitos, os dois chegaram a ter uma relação próxima. O papa recebeu a ex-presidente peronista no Vaticano em várias ocasiões.
A relação do papa Francisco com Alberto Fernández
Além de Cristina, o sumo pontífice teve relações próximas com o ex-presidente Alberto Fernández. Por meio do peronista, Francisco se vinculou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando este estava preso em Curitiba.
A relação de Bergoglio com o ex-presidente Maurício Macri foi um pouco mais tensa. De acordo com o jornal O Globo, as desavenças entre os dois começaram quando Macri era prefeito de Buenos Aires. Segundo o jornal, as brigas tinham relação sobre “como lidar com bairros com muita prostituição”.
Milei foi mais enfático
O atual presidente argentino, Javier Milei, foi mais enfático. Na campanha eleitoral de 2023, o chefe do Executivo se referiu ao papa como “o representante do maligno na Terra”. Milei chegou a ir ao Vaticano para se encontrar com o papa, mas a relação entre ambos nunca foi próxima.

Apesar das desavenças políticas, o papa sempre repetiu em entrevistas que amava seu país e, especialmente, Buenos Aires. Ele classificou a capital argentina como “a melhor cidade do mundo”.
O mundo se despediu do papa Francisco nesta segunda-feira, 21. O Vaticano comunicou às 7h35 (horário de Roma), que o pontífice “retornou à casa do Pai”. O líder máximo da Igreja Católica sofria de uma doença pulmonar.











































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