A situação da Ucrânia pode ser replicada no leste da Ásia, adverte Japão

O primeiro-ministro japonês fez o alerta durante visita ao Reino Unido
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Fumio Kishida, ao lado do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson
Fumio Kishida, ao lado do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson | Foto: Divulgação

Em visita ao Reino Unido, o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, advertiu que a invasão da Ucrânia pode ser replicada no leste da Ásia. Durante a fala, na quinta-feira 5, ele disse que a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan devem ser mantidas.

“A colaboração entre países que compartilham valores universais se torna cada vez mais vital”, disse ele. “Devemos colaborar com nossos aliados e países de mentalidade semelhante, e nunca tolerar uma tentativa unilateral de mudar o status quo pelo uso da força no Indo-Pacífico, especialmente no leste da Ásia.”

Kishida se pronunciou depois de uma reunião com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. “A Ucrânia pode ser o leste da Ásia amanhã”, disse, ao citar que é hora de o G7 (grupo dos sete países mais ricos do mundo) solidificar sua unidade.

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Taiwan, reivindicada pela China como seu próprio território, aumentou seu nível de alerta desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, cautelosa com a possibilidade de Pequim fazer um movimento semelhante na ilha, embora não tenha relatado sinais de que isso esteja prestes a acontecer.

“A paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan são críticas não apenas para a segurança do Japão, mas também para a estabilidade da sociedade internacional”, observou Kishida.

“O Japão mantém sua posição de esperar uma solução pacífica por meio do diálogo para as questões que envolvem Taiwan. E a situação será observada cuidadosamente a partir dessa perspectiva.”

Questionado sobre os comentários de Kishida, o Ministério das Relações Exteriores da China acusou o Japão nesta sexta-feira, 6, de exagerar uma ameaça percebida de Pequim como uma desculpa para aumentar seu próprio poderio militar.

“Se o Japão realmente quer paz e estabilidade no leste da Ásia, deve parar imediatamente de provocar confrontos entre grandes potências e fazer mais para ajudar a aumentar a confiança entre os países regionais e promover a paz e a estabilidade regionais”, disse o porta-voz do ministério, Zhao Lijian.

Leia também: “Um mundo em guerra”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na edição 106 da Revista Oeste

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