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Advogado do Rumble acusa Moraes de 'dois pesos e duas medidas'

De acordo com Martin de Luca, o ministro usou a estrutura judicial do Brasil para se blindar de um processo nos EUA

Martin de Luca, advogado da Trump Media e do Rumble
Martin De Luca, advogado da Trump Media e do Rumble | Foto: Reprodução/Redes sociais

O advogado Martin De Luca, representante da Trump Media e do Rumble no Brasil, acusou, nesta terça-feira, 26, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de se beneficiar de tratamento diferenciado em um processo que envolve citação judicial vinda dos Estados Unidos. De Luca classificou o raciocínio do magistrado como “perverso”.

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“O jornalista e ativista brasileiro nos EUA Paulo Figueiredo é ‘notificado’ por ter publicado um vídeo on-line. Rumble é ‘notificado’ por e-mail”, escreveu o advogado, em seu perfil na rede social X. “Mas quando é a vez de Moraes ser notificado? Ele passa seis meses se esquivando da notificação, e, quando o pedido dos EUA chega ao Brasil, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) declara o processo de notificação em segredo, sob sigilo.”

De acordo com Martin De Luca, Moraes passou seis meses evitando ser formalmente citado. Quando o pedido de cooperação internacional chegou ao Brasil, de acordo com ele, o STJ teria decretado sigilo no processo.

Além disso, a Advocacia-Geral da União teria atuado para protelar os procedimentos. Para De Luca, esse cenário mostra a ausência de isonomia no tratamento judicial. “Uma regra para o censor, outra regra para o censurado.”

Advogado do Rumble, De Luca virou alvo da PF

Martin De Luca afirma ter virado alvo da Polícia Federal (PF) no Brasil. De acordo com o jurista, isso ocorreu depois que se posicionou contra decisões judiciais de Moraes.

Conforme o relatório final de investigação da PF sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), há registro de mensagens e conselhos trocados entre De Luca e o ex-chefe de Estado. 

O documento mostra que ambos teriam colaborado para contestar Moraes. O objetivo, segundo a PF, seria enfraquecer decisões judiciais que afetassem interesses comuns entre Eduardo e o Rumble.

Depois da divulgação do relatório da Polícia Federal no inquérito que envolve o ex-presidente da República, De Luca passou a receber ameaças. O número de telefone do advogado, com prefixo de Nova York, ficou visível no documento. Geralmente, esse tipo de informação fica protegida por uma tarja.

O documento, tornado público pelo STF, também expôs dados de outras pessoas mencionadas na investigação, incluindo o próprio Bolsonaro, que atualmente está em prisão domiciliar.

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