Ucrânia deve receber mais armamentos da Alemanha e do Reino Unido

Líderes ocidentais ressaltaram a importância do poderio militar
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Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e chanceler da Alemanha, Olaf Scholz | Foto: Alice Hodgson/No 10 Downing Street
Primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e chanceler da Alemanha, Olaf Scholz | Foto: Alice Hodgson/No 10 Downing Street

O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, vão enviar mais armas para a Ucrânia. Scholz prometeu o fornecimento “continuado” de equipamentos militares de modo a reforçar as defesas ucranianas. Scholz, contudo, se negou a enviar tanques blindados para Kiev.

Johnson se dispôs a fornecer “tudo o que tenha caráter defensivo”, citando mísseis antiaéreos e antitanques, além de munição de precisão capaz de permanecer no ar até ser direcionada contra seu alvo.

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Em coletiva de imprensa em Londres, na sexta-feira 8, o chanceler alemão, referindo-se ao recente ataque com mísseis a uma estação ferroviária, disse que a matança de civis é um crime de guerra, cuja “responsabilidade cabe ao presidente russo”.

Scholz renovou o apelo à Rússia por corredores humanitários para evacuação das zonas de conflito no país sob invasão, e instou Vladimir Putin a decretar um cessar-fogo: “A guerra tem que parar, e já.”

Olaf Scholz disse considerar “altamente eficazes” as sanções ocidentais contra a Rússia, em reação a sua guerra ofensiva contra a Ucrânia: com o congelamento de bens e capital, atinge-se também a “panela do poder” em Moscou, assegurou.

O sucessor de Angela Merkel disse que, com a ofensiva militar contra a Ucrânia, Putin teria feito um péssimo cálculo, e o acusou de colocar em jogo o futuro da Rússia, para quem as sanções ocidentais terão “custos dramáticos”.

Em relação às controversas importações de gás da Rússia, Scholz defendeu a posição alemã de não suspender imediatamente o abastecimento. Trata-se de uma dependência que se está trabalhando duro para cortar.

Visita do chanceler da Alemanha a Londres

Trata-se da primeira passagem de Olaf Scholz pelo Reino Unido, quatro meses depois de ter assumido a chefia de governo alemão. Em face à guerra iniciada por Moscou em 24 de fevereiro, temas como o processo pós-Brexit e outros temas ficaram relegados a segundo plano no encontro com Johnson. Esta foi a sexta visita oficial de Olaf Scholz a um país fora da União Europeia: antes, ele esteve nos Estados Unidos, Ucrânia, Rússia, Israel e Turquia.

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5 comentários Ver comentários

  1. Esses urubus querem prolongar o sofrimento do povo ucraniano lutando uma guerra impossível de vencer. Quem ganha com essas armas desovadas dos estoques do Ocidente? O complexo industrial militar dos USA. Cada dia que passa aumenta o estímulo para o exército russo impor sua supremacia devastando ainda mais a Ucrânia.

  2. A Ucrânia deveria arregar logo e evitar a total destruição de seu país… Iria evitar muito sofrimento e mortes… Quem acha que a Rússia vai parar, está totalmente equivocado… A Ucrânia deveria assinar a paz com a Rússia, afinal os ucranianos são russos em sua grande maioria, mas não, querem se juntar a UE e a OTAN… Vai dar merda…

    1. Na sua opinião a Ucrânia não deveria se defender para evitar uma guerra. Ou deveria ser ser impedida de receber os meios de defesa e se transformar num satélite russo. Ainda bem que os ucranianos não são um povo frouxo nem covarde, como boa parte dos tupiniquins.

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