Preso na África, ‘laranja’ de Nicolás Maduro pode ser extraditado aos EUA

Empresário detido em Cabo Verde estava na mira da Interpol
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O ditador venezuelano Nicolás Maduro | Foto: TWITTER/FOTOS PÚBLICAS
O ditador venezuelano Nicolás Maduro | Foto: TWITTER/FOTOS PÚBLICAS | Eleição parlamentar

Empresário Álex Saab estava sendo procurado pela Interpol; suspeito de ligações com o presidente da Venezuela, ele é acusado de lavar 350 milhões de dólares

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O ditador venezuelano Nicolás Maduro | Foto: TWITTER/FOTOS PÚBLICAS
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Eis que, em princípio, a semana começa mal para o ditador Nicolás Maduro. Ao mesmo tempo em que tenta retirar poder da Assembleia Nacional, conforme registrado mais cedo por Oeste, o caudilho recebe notícias negativas (para ele) além-mar. Já que o empresário colombiano Álex Saab teve a prisão preventiva decretada ontem pela Justiça de Cabo Verde. Considerado “laranja” do venezuelano, ele já estava detido no país africano desde a última sexta-feira por causa de pedido feito pelos Estados Unidos junto à Interpol.

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De acordo com autoridades norte-americanos, Álex Saab é responsável por crimes de lavagem de dinheiro. Nesse sentido, os Estados Unidos acusaram o empresário de ter lavado a quantia de 350 milhões de dólares. A operação ilegal funcionaria por meio de fraudes do sistema de controle cambial venezuelano. Além do homem apontado como “laranja” de Maduro, o sócio dele, Alvaro Henrique Pulido, foi formalmente acusado. Conforme consideração do país norte-americano, a dupla transferiu o dinheiro ilícito para contas bancárias para os EUA. Operação que, em suma, teria sido mantida de 2011 a 2015.

Interpol

Por ter supostamente praticado crimes em solo norte-americano, Álex Saab pode legalmente se tornar alvo dos Estados Unidos. Assim sendo, o “alerta vermelho” da Interpol foi acionado contra o empresário colombiano. Como resultado dessa ação, o “laranja” de Nicolás Maduro foi preso no aeroporto internacional de Cabo Verde na noite da última sexta-feira. Agora, com a sua detenção transformada em preventiva, pode ser que ele acabe sendo extraditado para os EUA. Mas isso não será tão simples. Isso porque as duas nações não têm acordo de extradição.

“Não tem um acordo bilateral de extradição”

“Cabo Verde não tem um acordo bilateral de extradição com os EUA”, enfatizou o procurador-geral de Cabo Verde, José Landim, conforme divulgado pela Agência EFE. “Mas está vinculado às convenções das Nações Unidas que o obrigam a cumprir a solicitação, caso seja feita”, prosseguiu o procurador do país africano. Dessa forma, os Estados Unidos têm 18 dias para solicitar a extradição do detento considerado “laranja” do ditador venezuelano.

Empresário alaranjado

As suspeitas de Álex Saab operar como “laranja” de Nicolás Maduro não são de agora — e nem partiram dos Estados Unidos. A acusação foi feita em 2017 pela então procuradora venezuelana Luisa Ortega. Posteriormente, em julho de 2019, um agente do governo norte-americano o empresário colombiano e três enteados do caudilho teriam faturado “centenas de milhões de dólares”. Dependendo das tratativas para a extradição, talvez ele tenha que logo mais responder a essa acusação diretamente ao Poder Judiciário dos Estados Unidos.

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