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App 'espião' do FBI ajudou a prender mais de 800 criminosos

Doze mil celulares 'infiltrados' foram usados por cerca de 300 facções criminosas de 100 países

Dinheiro apreendido em operação global contra o crime organizado

Uma investigação global que envolveu celulares criptografados pelo Departamento Federal de Investigação do governo norte-americano, o FBI, levou à prisão de mais de 800 criminosos, além da apreensão de milhões de dólares e toneladas de drogas, centenas de armas e dezenas de carros de luxo. As informações foram divulgadas na terça-feira 8 pelo próprio FBI.

A Operação Trojan Shield (“Escudo de Troia”, em tradução livre) teve início em 2018 a partir de uma investigação da polícia da Austrália em conjunto com as autoridades dos Estados Unidos. Celulares foram “plantados” durante três anos, e os suspeitos foram monitorados.

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Leia mais: “FBI investiga cerca de 100 tipos de ataque hacker ransomware

A estratégia dos investigadores foi fazer com que os bandidos baixassem um aplicativo “espião” denominado ANOM. A partir daí, os policiais conseguiram monitorar todas as conversas dos grupos criminosos sobre tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e até mesmo planos de assassinatos.

Mais de 800 criminosos foram presos em megainvestigação contra o tráfico internacional de drogas. Foto: Polícia Federal da Austrália/Divulgação

Segundo a Divisão de Investigação Criminal da Polícia Federal dos EUA, foram infiltrados 12 mil aparelhos usados por cerca de 300 facções criminosas de 100 países. Quase 20 milhões de mensagens foram interceptadas graças ao ANOM. Até o momento, não há informação sobre a participação do Brasil nesta operação.

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, afirmou nesta quarta-feira, 9, que a investigação “desferiu um forte golpe contra o crime organizado”. A agência policial da União Europeia (Europol) classificou a Trojan Shield como a “maior operação contra comunicação criptografada” da história.

Ao todo, foram apreendidos US$ 148 milhões em dinheiro e criptomoedas (cerca de R$ 750 milhões), além de 32 toneladas de drogas, 250 armas de fogo e 55 carros de luxo.

Leia também: “Quantum — O computador que vai mudar o mundo”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 63 da Revista Oeste

1 comentário
  1. JOAO ALMEIDA
    JOAO ALMEIDA

    Se tiver preso no Brasil o Gilmar Mendes manda soltar, vai dizer que as provas foram ilícitas.

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