Argentina suspende exportação de carne bovina e afeta empresas brasileiras

A medida visa reduzir os preços do alimento no mercado doméstico
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Alberto Fernández é amigo de Lula e desafeto de Bolsonaro
Alberto Fernández é amigo de Lula e desafeto de Bolsonaro | Foto: Divulgação/Casa Rosada

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, suspendeu a exportação de carne bovina por 30 dias. Emitido na noite da segunda-feira 17, o decreto afeta frigoríficos brasileiros que estão entre os maiores exportadores sediados no país, como Minerva Foods e Marfrig. Da receita total da Marfrig, que obtém mais de 80% da geração de caixa nos EUA, os argentinos representam apenas 1,3%. Na Minerva, a representatividade da Argentina é maior — em torno de 10% da receita total e 27% da subsidiária Athena Foods.

Conforme o governo estrangeiro, a medida visa reduzir os preços do alimento no mercado doméstico. Os hermanos sofrem com a inflação elevada. A postura extrema de Fernández não diverge da que foi tomada pela gestão de Cristina Kirchner. Ao limitar os embarques em 2014, a peronista desestimulou a pecuária e, com isso, reduziu o rebanho argentino em 10 milhões de cabeças. Dessa forma, diminui o peso argentino no comércio internacional do produto. À época, empresários se queixaram, conforme noticiou o jornal La Nación.

Leia também: “O populismo pobre da Argentina”, reportagem publicada na Edição 30 da Revista Oeste

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8 comentários

  1. Geralmente se exporta o excedente de produção, então leva a concluir que o consumo interno está a aumentar em muito, desmentindo as notícias que esse país está em uma crise de proporções históricas. Ou a produção caiu tanto, a ponto de suspender as exportações para garantir o parco consumo interno. Qual das duas afirmativas é a verdadeira?

    1. O boi sumiu do pasto como aconteceu por aqui, quando colocaram um oligarca maranhense na presidência da república, época de triste memória.

    2. Olá, Paulo. Sua análise está equivocada. Numa economia livre (a única coisa que comprovadamente deu certo no mundo), não é o excedente da produção que é exportado, mas aquilo que a lei de oferta e procura mecanicamente equilibra.
      A lei da oferta e procura é uma balança muito natural, até na natureza ela funciona. A função de qualquer governo é evitar excessos, permitindo que a sociedade estabeleça valor.
      Se o governo comunista argentino visa a redução do preço, não é pq a carne sumiu, é pq não há procura em virtude da escalada inflacionária monumental vivida pela Argentina. Isso força o produtor a buscar o mercado externo de maneira desesperada pq ele tb sofre com o custo elevadíssimo dos insumos para a pecuária, tendo em vista uma moeda argentina que derrete dia após dia.
      Ao impedir as exportações, não há comodities competitivas, o valor da moeda cai e completa-se o ciclo de falência. Trata-se de mais uma medida estúpida que pune exatamente quem paga impostos e emprega numa economia altamente regulada, sinônimo de fracasso.
      Por fim, os comunistas podem dormir tranquilos, pois a Argentina não corre o menor risco de dar certo com este governo comunoglobalista.

  2. A ideia do molusco, de imprimir cédulas de dinheiro não funcionou na Argentina? A estatização de empresas privadas e a expulsão de grandes grupos “capitalistas opressores” (geradores de empregos e riquezas) também não funcionou? Para alguns, isso pode ser insucesso, para os que estão no poder na Argentina, trata-se de um plano macabro de dominação de massas de sucesso. Oportunidade para receber empreendedores no Brasil!

    1. Cuidado ao desejarem mau aos nossos hermanos argentinos, 2022 está ai e não podemos ignorar a capacidade do brasileiro de fazer merda, a depender dos detratores esquerdistas com a ajudinha da “direita limpinha”, Lulão ladrão vai voltar triunfante e emplacar essa mesma política por aqui em tempo recorde, o que eles não fizeram em 14 anos irão fazer em 4 anos!

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