Companhias aéreas suspenderam voos em todo o Oriente Médio neste sábado, 28, depois que Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã. A ofensiva levou ao fechamento de espaços aéreos e mergulhou a região em nova escalada militar.
Mapas de tráfego aéreo mostraram céu praticamente vazio sobre Irã, Iraque, Kuwait, Israel e Bahrein. O Irã respondeu aos ataques com uma salva de mísseis. Relatos apontam explosões em Doha, Abu Dhabi e Dubai — centros estratégicos de conexão entre Europa e Ásia.
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O aeroporto de Dubai, o mais movimentado do mundo em viagens internacionais, suspendeu todas as operações por tempo indeterminado. Emirates, flydubai e Etihad interromperam voos, com aeronaves já em rota retornando aos aeroportos de origem.
Países que fecharam o espaço aéreo
Israel, Irã, Iraque, Bahrein, Catar, Kuwait e Jordânia fecharam o espaço aéreo. Dados preliminares indicam cancelamento de quase 40% dos voos para Israel e 6,7% para a região no sábado — número que tende a aumentar.
A Agência Europeia para a Segurança da Aviação recomendou que companhias do bloco evitem a área afetada. British Airways, Lufthansa, Air France, Iberia, Wizz Air e outras empresas anunciaram suspensões para Tel Aviv, Dubai, Abu Dhabi, Amã e Beirute.
A escalada reduz as chances de solução diplomática para o impasse nuclear com Teerã e impõe novo impacto à aviação global, que já vinha evitando rotas sobre Rússia e Ucrânia desde o início da guerra em 2022.
EUA e Israel lançam bombas em ofensiva conjunta contra o Irã

Explosões registradas em Teerã e em outras quatro cidades na madrugada deste sábado, 28, marcaram o início de uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. O ataque ocorre depois de semanas de discussões bilaterais sobre o programa nuclear iraniano, que ainda não resultaram em acordo.
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Autoridades militares norte-americanas sugerem que a operação, batizada pelo Pentágono de “fúria épica”, pode se estender por vários dias. O presidente Donald Trump afirmou que a iniciativa busca “defender o povo americano”, enquanto forças dos EUA utilizam tanto meios aéreos quanto marítimos nos bombardeios.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou à imprensa local que a ação busca “eliminar a ameaça existencial representada pelo regime terrorista no Irã” e “criar condições para que o povo iraniano tome as responsabilidades do seu destino”. No mesmo sentido, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, classificou a ofensiva como “ataque preventivo”.
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