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Avanço da direita amplia presença dos EUA na América do Sul

Eleitores rejeitam antigos discursos, e governos abrem espaço para novos acordos com Washington

Durante o shutdown, o presidente norte-americano Donald Trump suspendeu repasses a Estados democratas | Foto: Reprodução/Casa Branca
A aproximação entre líderes sul-americanos e Trump tem efeito prático | Foto: Reprodução/Casa Branca

Depois de décadas sob governos de esquerda, países como Chile, Bolívia e Argentina passam por um novo ciclo político. Candidatos da direita ganham espaço, eleitores rejeitam velhos discursos, e o governo dos Estados Unidos vê a oportunidade de consolidar sua influência em um continente estratégico. As informações são do The Wall Street Journal.

No Chile, José Antonio Kast lidera a disputa presidencial. Seu discurso firme contra o crime e a imigração ilegal — e o apoio declarado ao presidente Donald Trump — tem atraído até o eleitorado mais pobre.

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Na Bolívia, os socialistas foram retirados do poder depois de quase 20 anos. E, na Argentina, o presidente Javier Milei avança com cortes profundos no Estado, respaldado por um pacote de ajuda de US$ 20 bilhões enviado por Washington.

A aproximação entre líderes sul-americanos e Trump tem efeito prático. Além do apoio financeiro a Milei, o governo norte-americano reativou alianças estratégicas, afundou embarcações do narcotráfico e fechou acordos comerciais com Argentina, Equador e El Salvador.

Para especialistas, a mudança de rumos é fruto direto da insatisfação popular. O aumento da criminalidade, o caos migratório e a deterioração econômica sob administrações de esquerda impulsionaram o avanço conservador.

EUA ampliam espaço em temas de segurança e energia

No campo político, os reflexos são imediatos. No Chile, analistas locais indicam a eleição de Kast como o maior repúdio à esquerda em quase cem anos. Já no Equador e em El Salvador, a luta contra o crime organizado fortaleceu líderes alinhados a Trump.

Em El Salvador, o presidente Nayib Bukele consolidou seu poder com políticas de segurança pública que passaram a ser vistas como modelo por parte da direita latino-americana.

+ Leia também: “General dos EUA visita base no Caribe durante crise com Maduro”

No Peru, onde a população enfrenta uma onda de extorsões, candidatos conservadores lideram a corrida presidencial. Na Colômbia, o aumento do narcotráfico enfraquece a popularidade de Gustavo Petro, enquanto cresce a chance de vitória de um nome da direita.

Já no Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva ainda lidera as pesquisas para o primeiro turno, mas com margem estreita. O petista teve sua imagem imagem desgastada ao relativizar o papel dos traficantes no crime organizado. A fala repercutiu negativamente até entre setores moderados.

Para os EUA, o novo momento abre caminho para reposicionar sua atuação econômica. A região detém vastas reservas de petróleo, cobre e lítio — recursos vitais para a indústria energética e tecnológica.

Argentina, Bolívia e Chile concentram metade das reservas globais de lítio. O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo.

Na Bolívia, a eleição de Rodrigo Paz — político favorável ao mercado — alimenta expectativas de abertura no setor de lítio. Christopher Landau, subsecretário de Estado dos EUA, classificou a mudança como um “renascimento” nas relações bilaterais.

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1 comentário
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Se tudo correr bem, no próximo ano será a vez do Brasil de ter a Direita de volta no comando desta nação.

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