O grupo militante Flotilha Global Sumud afirmou que uma de suas principais embarcações na expedição rumo à Faixa de Gaza sofreu um incidente na costa da Tunísia, na noite desta segunda-feira, 8. O barco, batizado de “Família”, foi atingido por um drone, o que provocou um incêndio rapidamente contido pela tripulação, sem causar feridos.
O ativista brasileiro Thiago Ávila, a bordo do navio no momento do incidente, registrou em vídeo a aproximação do drone e informou que o aparelho lançou um “artefato incendiário”. “Infelizmente, temos que dizer ao mundo que, mais uma vez, fomos atacados”, afirmou.
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“Seis pessoas estavam a bordo do barco, durante a vigília noturna, e eles viram um drone se aproximando, lançando um dispositivo explosivo bem aqui na proa”, explicou. De acordo com o militante, o drone explodiu e incendiou itens como os coletes salva-vidas. “Nossa equipe lutou contra o incêndio e apagou o fogo em cerca de quatro ou cinco minutos.”
Apesar das alegações da flotilha, a Guarda Nacional da Tunísia negou, depois de inspeção preliminar, que a explosão tenha sido causada por ataque externo, e alega que o incidente foi resultado de problemas internos. Em vídeos divulgados nas redes sociais do grupo, é possível identificar um clarão seguido de fumaça, mas sem detalhes do artefato envolvido.
A embarcação atingida, que opera sob bandeira portuguesa e transporta membros do comitê diretor da missão, sofreu danos no convés principal e no compartimento de armazenamento. Todos os seis ocupantes permanecem em segurança.
“Atos de agressão destinados a intimidar e sabotar a nossa missão não nos dissuadirão”, disse a Flotilha Global Sumud, em nota. A missão, que alega buscar romper o bloqueio a Gaza e entregar ajuda humanitária via barcos civis, tem entre seus apoiadores a militante sueca Greta Thunberg, que já foi presa e deportada em ação anterior, em junho.
Na flotilha que está a caminho de Gaza acham que isso é uma festa.
— CCsilva (@CCoelhoSilva) September 3, 2025
Vão pensar diferente quando estiverem legalmente presos indefinidamente pela IDF.
Esses narcisistas da flotilha não são pessoas sérias. pic.twitter.com/FeHkCFewNt
Ávila também foi preso e deportado na ocasião. Pai de uma bebê de pouco mais de 1 ano de idade, ele já integrou pelo menos três expedições a Gaza com o grupo de ativistas. “As famílias de Gaza não são menos importantes que a minha”, afirma.
Entre os membros da tripulação atual estão pelo menos mais 12 brasileiros. O grupo já havia divulgado que, em maio, outro barco, o Conscience, foi alvo de dois drones em águas internacionais perto de Malta, dias antes de seguir para Gaza. Na época, Israel alegou que a embarcação levava armas ao Hamas, o que foi negado por inspeção maltesa.
Flotilha quer furar bloqueio de Israel em Gaza
Os organizadores da flotilha argumentam que o bloqueio imposto por Israel impede a chegada eficiente de ajuda por terra, o que torna as rotas marítimas essenciais. Eles defendem a ideia de que o cerco contraria o Direito internacional e as Convenções de Genebra, ao caracterizar punição coletiva.
Segundo os ativistas, a estratégia de empregar dezenas de pequenas embarcações, em vez de grandes navios, reduz custos, agiliza as operações e dificulta a interceptação, ao descentralizar responsabilidades e minimizar entraves burocráticos. A flotilha foi montada por vários grupos militantes internacionais, que incluem Global March to Gaza, Sumud Convoy, Sumud Nusantara e Freedom Flotilla Coalition.
A operação atual envolve cerca de 80 barcos de 44 países e aproximadamente 700 participantes, com chegada prevista a Gaza em 13 de setembro. A organização afirmou ter arrecadado mais de € 90 mil (R$ 570 mil) em doações para viabilizar a missão.






































Mesmo que você seja suficientemente simplório de acreditar nisso, estar num “cruzeiro” onde o bom senso não foi convidado… não parece boa coisa.
Se “viram” um drone se aproximando porque não o filmaram? Esta história cheia a mais uma mentira.
Cigarro do capeta caiu e causou o incêndio.
Doentinhos procurando sarna para se coçar e vão achar.
Esse grupo militante vive como? Não tem o que fazer na vida? Não tem trabalho? O ócio é a mãe de todos os vícios!