Bill Gates deixou conselho da Microsoft em meio a investigação sobre relação com funcionária

Segundo o Washington Post, o fundador do gigante de tecnologia reconheceu ter mantido caso extraconjugal em 2000; no início de maio, ele anunciou o divórcio após 27 anos de casamento com Melinda Gates
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O bilionário Bill Gates reconheceu ter mantido relacionamento 'inadequado' com funcionária da Microsoft
O bilionário Bill Gates reconheceu ter mantido relacionamento 'inadequado' com funcionária da Microsoft | Foto: Sebastian Derungs/World Economic Forum

Uma reportagem publicada pelo jornal The Washington Post no fim de semana jogou luz sobre um caso extraconjugal de Bill Gates com uma funcionária da Microsoft — gigante de tecnologia norte-americano fundado por ele. De acordo com a publicação, a saída de Gates do conselho de administração da empresa teria ocorrido exatamente em razão da abertura de uma investigação sobre a conduta inadequada do empresário no ambiente de trabalho.

A apuração teria se iniciado em meados de 2019, e a saída de Gates do conselho ocorreu em março de 2020. “Os membros do conselho de administração da Microsoft Corp. decidiram que Bill Gates tinha de deixar seu cargo em 2020, enquanto faziam uma investigação sobre um relacionamento amoroso considerado inadequado entre o bilionário e uma funcionária da Microsoft”, relata o jornal.

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Segundo um porta-voz de Bill Gates ouvido pelo jornal, trata-se de um caso ocorrido “há quase 20 anos e que terminou de forma amistosa”. Ainda segundo a assessoria do bilionário, sua saída do conselho da Microsoft se deu unicamente para que ele se concentrasse mais em sua organização filantrópica, a Fundação Bill e Melinda Gates. No dia 3 de maio, Bill e Melinda Gates, que fundaram a instituição há 20 anos, anunciaram o divórcio após 27 anos de casamento.

À agência France-Presse, um porta-voz da Microsoft informou que a empresa foi alertada, ainda no segundo semestre de 2019, sobre um relacionamento íntimo entre Gates e uma funcionária da companhia, em 2000. “O comitê do conselho de administração revisou o caso, com a ajuda de um escritório de advocacia externo, para realizar uma investigação exaustiva”, noticia a reportagem. A funcionária — uma engenheira — disse a outro jornal norte-americano, o The Wall Street Journal, que manteve “um relacionamento com Bill Gates durante anos”.

Jeffrey Epstein

Ainda de acordo com o The Washington Post, alguns membros do conselho da Microsoft também questionaram a suposta proximidade entre Bill Gates e o financista Jeffrey Epstein, condenado por abusos sexuais em série (e que se suicidou na prisão, em 2019, enquanto esperava ser julgado por tráfico de menores).

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O staff de Gates negou à empresa qualquer proximidade entre o fundador da Microsoft e Epstein. Segundo o bilionário, houve encontros entre eles apenas para tratar de “questões filantrópicas”, mas Gates “se arrependia” por ter mantido essas conversas.

Bill Gates fundou a Microsoft em 1975 e renunciou ao cargo de CEO da companhia em 2000. Em 2008, afastou-se completamente das atividades profissionais ligadas à empresa. Nos últimos anos, apenas ocupava um assento no conselho de administração.

Em 2019, a Microsoft anunciou que mudaria seu processo de monitoramento de reclamações de funcionários sobre assédio e discriminação. Na ocasião, a empresa informou que treinaria todos os seus profissionais e colaboradores e aumentaria o contingente de funcionários do setor de recursos humanos dedicados exclusivamente à questão.

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