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Bolsonaro discute soluções sobre importação de grãos com Zelensky

Presidentes de Brasil e Ucrânia conversaram por telefone nesta segunda-feira sobre relação comercial e situação de guerra

Zelensky pede reforço financeiro para acabar com a guerra
Foto: Divulgação/Ukrinform

Os presidentes de Brasil e Ucrânia tiveram uma conversa por telefone nesta segunda-feira, 18, para tratar especialmente da retomada da importação de grãos por parte dos brasileiros. O teor da conversa foi revelado pelo líder ucraniano Volodymyr Zelensky em publicação nas redes sociais.

Por sua vez, o governo de Jair Bolsonaro não se manifestou sobre a conversa com Zelensky. No domingo, em contato com jornalistas, o presidente brasileiro havia manifestado que a conversa era “segredo de Estado”.

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Na publicação, Zelensky afirmou que a relação comercial com o Brasil faz parte de um esforço para garantir a segurança alimentar global, em suas palavras, “provocada pela Rússia”. Os ucranianos estão entre os maiores exportadores mundiais de grãos.

“Tive uma conversa com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Informei sobre a situação no fronte (de guerra). Discutimos a importância de retomar as exportações de grãos para evitar uma crise alimentar global provocada pela Rússia. Apelo a todos os parceiros para que se juntem às sanções contra o agressor”, afirmou Zelensky nesta segunda-feira.

Zelensky vem buscando o apoio de líderes estrangeiros para conseguir desbloquear as exportações de grãos na Ucrânia. A maior parte da produção está parada em portos atualmente controlados pela Rússia ou nem conseguem chegar até lá por conta bloqueios de estradas.

Na manifestação a jornalistas no domingo, Bolsonaro afirmou que trataria da guerra da Ucrânia com a Rússia apenas “se ele (Zelensky) perguntar para mim alguma coisa”.

Além da questão de grãos com a Ucrânia, Bolsonaro negocia com a Rússia sobre o fornecimento de diesel, em momento em que o país enfrenta necessidade de garantir abastecimento do combustível no mercado nacional.

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8 comentários
  1. Fabricio Kenji Sato
    Fabricio Kenji Sato

    Importante é o Brasil permanecer neutro, ter conversas com Russia e Ucrania. Espero que esse governo consiga aplicar essa mesma postura aqui na América Latina. Se a Argentina, Venezuela, Chile e Colombia se colocaram a esquerda… esse é um problema que seus respectivos povos precisam resolver. A nossa parte está em deixar claro para que eles não se entrometam aqui (nem nós lá)… e sigamos com o comércio. Nem precisava comprar diesel da Russia.. a Venezuela está do lado é um dos maiores produtores do mundo

    1. Hermes
      Hermes

      Balela,a Venezuela não tem combustível nem pra seu próprio consumo.

  2. Finlab
    Finlab

    Dois caras estão trocando porrada loucamente e você resolve entrar no meio da briga para falar sobre negócios. Isso tende a não dar certo…

    1. Fabricio Kenji Sato
      Fabricio Kenji Sato

      Opa. só um ponto importante….. um desses dois (zelensk) caras que estão se batendo é quem te chama pra fazer negócio.

      1. Frederico F. Ferreira
        Frederico F. Ferreira

        Não consigo entender é como “uns” metidos a especialistas acham como o Lulao da Silva se “deu bem” na vida… …

  3. Wendell Xavier De Oliveira
    Wendell Xavier De Oliveira

    Isso se chama política de Estado. Colocar o que importa na mesa de negociação tendo em vista o bem comum.

    1. Bruno Caetano
      Bruno Caetano

      Exatamente, enquanto aqui a nossa esquerda atacou o PR por não tomar partido para a causa que ela se interessava (na verdade sempre independentemente do lado que o Brasil tomasse eles iriam se manifestar contrários, pois o que lhes interessa acima de tudo é retomar o poder e implantar seu projeto nefasto) para isso, desqualificando de todas as formas o atual governo mesmo que esteja navegando rumo as águas da bonança, eles querem nosso naufrágio! Agora temos dois inimigos de guerra entre si com negócios a nossa mesa!

      1. Hermes
        Hermes

        Sensato comentário.Neste momento precisamos de diesel e trigo.O trigo vem da Ucrânia e o diesel vem da Rússia,contudo nós querem negociar,por que não negociar com ambos?
        Quem crítica esta atitude tem uma visão míope e adepto do “quanto pior melhor”.

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