‘Bomba-ninja’ dos EUA ‘fatiou’ terrorista da Al-Qaeda

O novo míssil modificado possui seis lâminas e não carrega ogiva de detonação
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O míssil foi disparado a partir de um <i>drone</i> dos EUA
O míssil foi disparado a partir de um drone dos EUA | Foto: Reprodução

Os Estados Unidos empregaram um novo míssil — pouco conhecido — para matar o terrorista líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, em Cabul, no Afeganistão. O artefato foi disparado de um drone e causou poucos danos colaterais. O ataque ocorreu no sábado 30.

A constatação veio depois que as fotos do ataque começaram a circular nas redes sociais. As imagens mostraram janelas destruídas no segundo andar da casa onde vivia al-Zawahiri, mas a estrutura do imóvel permaneceu intacta, ainda que tenha sido atingido.

Esse é o local do ataque, em Cabul. A falta de danos explosivos sugere que os EUA usaram um míssil R9X | Reprodução
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A arma utilizada no ataque ao terrorista tem sido apelidada de “bomba-ninja”, por ser letal e discreta, sem a necessidade de materiais explosivos, e sim lâminas, provocando danos mínimos ao redor do alvo.

O míssil modificado chama-se R9X Hellfire, feito pela Lockheed Martin. Essas armas ainda não foram plenamente apresentadas ao público e são específicas para usar em situações em que não há combate.

A estrutura da bomba inclui seis lâminas longas internas, que se abrem na forma de um círculo ao redor do míssil, momentos antes de atingir o objetivo. Essas facas esmagam e cortam o alvo sem danificar o entorno. O míssil mede pouco mais de 1 metro e pesa até 45 quilos.

O R9X possui seis lâminas longas internas, que se abrem na forma de um círculo | Reprodução

Em 2011, o R9X Hellfire começou a ser desenvolvido, com a finalidade de ser usado em alvos específicos, como é o caso de líderes terroristas, e assim evitar mortes de civis em ataques aéreos.

Segundo o Wall Street Journal, o Departamento de Defesa dos EUA utiliza os mísseis desde 2017, em operações na Líbia, Síria, Iraque, Iêmen, Afeganistão, Paquistão e Somália. No entanto, o Pentágono e a CIA nunca reconheceram oficialmente o uso do míssil R9X Hellfire.

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8 comentários Ver comentários

  1. Realmente estamos precisando de umas operações desse nível por aqui em solo tupiniquim! kkkkkkkkkkkkk Mas é uma solução muito boa para evitar danos colateriais, que sempre justificam represálias em Israel!

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