publicidade
Mundo

Brasil vai ao Brics sem Lula e sob desconfiança do Ocidente

Delegação brasileira trabalha para desacelerar ímpeto de ampliar o bloco e pode barrar a entrada de Nicarágua e Venezuela

Lula se reuniu com o assessor de assuntos internacionais Celso Amorim e o Ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha depois de sofrer um trauma na cabeça no Palácio da Alvorada | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula se reuniu com o assessor de assuntos internacionais Celso Amorim e o Ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha depois de sofrer um trauma na cabeça no Palácio da Alvorada | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Brasil estreia nesta terça-feira, 22, na versão ampliada do Brics. O movimento acontece sob desconfiança de norte-americanos e europeus, preocupados com possíveis gestos a favor Rússia e o papel que o país vai desempenhar no futuro do bloco emergente. A reportagem é do jornal O Estado de S. Paulo.

Um dos grandes desafios do Brasil vai ser seu posicionamento em relação à expansão do grupo, especialmente no que trata da inclusão de ditaduras, como Nicarágua e Venezuela, no bloco.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Como membro fundador, o Brasil possui poder de veto sobre novos membros e considera usá-lo contra a Nicarágua, de Daniel Ortega, e possivelmente contra a Venezuela, de Nicolás Maduro. O encontro vai ser utilizado pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, como parte de uma estratégia para demonstrar força e contestar seu isolamento global.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou a viagem à Rússia devido a um acidente doméstico no Palácio da Alvorada. Ele sofreu um traumatismo craniano leve na cabeça.

Segundo o Estadão, a ausência forçada do petista pode acabar evitando embaraços públicos ao presidente e reduziu a expectativa — até no Palácio do Planalto — por um viés negativo na repercussão do Brics. Isso acontece porque o governo teve de desmarcar reuniões bilaterais paralelas à cúpula, a principal delas com o próprio Putin.

Chanceler diz que guerra entre Rússia e Ucrânia não é pauta dos Brics

A reunião entre Lula e Putin, que seria a primeira deste mandato do presidente brasileiro, era aguardada para discutir a proposta de paz sino-brasileira na guerra da Ucrânia, já elogiada por Putin e criticada pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

No entanto, o chanceler Mauro Vieira, que assumiu a liderança da delegação na ausência do petista, adiantou que a guerra entre Rússia e Ucrânia não é pauta do Brics.

O tema central será a negociação para ampliar o grupo, hoje formado por países heterogêneos, sob influência majoritária da China, e com mais ditaduras do que democracias. Vieira chegou à cidade de Kazan nesta segunda-feira, 21.

Leia mais

A cúpula vai decidir a forma e o conteúdo da segunda expansão seguida do grupo, também incentivada por Rússia e China. A do ano passado levou mais de uma década para ocorrer.

Agora, em ritmo acelerado, a negociação avançou para a criação de uma categoria especial de países “parceiros”. Devem ingressar nessa condição outros dez países — de uma lista que chegou a 34 pedidos de adesão.

O Estadão teve acesso à lista de candidatos sobre a mesa. Constam os seguintes países: Argélia, Azerbaijão, Bahrein, Bangladesh, Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Honduras, Indonésia, Kuwait, Laos, Malásia, Mianmar, Marrocos, Nicarágua, Nigéria, Palestina, Paquistão, Senegal, Sri Lanka, Sudão do Sul, Síria, Tailândia, Turquia, Uganda, Venezuela, Vietnã e Zimbábue.

Leia mais sobre:

4 comentários
  1. Christian
    Christian

    A entrada do Irã já foi absurda, agora desta lista, só 3 países valeria a pena. O resto é Lixo.

  2. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Uma outra guerra fria muito mais perigosa do que a anterior ou talvez seja melhor com o aumento dos países membros

  3. José Antônio Batalha Zocccoler
    José Antônio Batalha Zocccoler

    Que pena, deveria juntar todas as porcarias ditatoriais, Cuba , Nicarágua, Coreia do Norte, Venezuela ….sacanagem

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade