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O cardeal John Onaiyekan, arcebispo emérito de Abuja, criticou o governo do presidente Bola Ahmed Tinubu por sua inação diante dos sequestros e crimes violentos na Nigéria, afirmando que não há desculpas para a insegurança no país. Em entrevista à ACI Africa, ele comentou sobre o recente resgate de crianças mantidas em cativeiro por quase dois meses, ressaltando que a libertação não apaga o sofrimento delas e que muitas outras vítimas ainda estão em poder de sequestradores.
O cardeal John Onaiyekan, arcebispo emérito de Abuja, cobrou do governo do presidente Bola Ahmed Tinubu uma ação mais firme contra sequestros e outros crimes violentos na Nigéria. O religioso afirmou que o governo “não tem desculpas” para não acabar com a insegurança no país.
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As declarações foram dadas em entrevista à ACI Africa, serviço irmão da EWTN News, à margem das comemorações dos 25 anos da Organização dos Homens Católicos da Nigéria.
O cardeal, de 82 anos, comentou o recente resgate de crianças que ficaram quase dois meses em cativeiro. “Podemos dizer ‘graças a Deus’, agradecer ao presidente e assim por diante, mas o sequestro não deveria ter acontecido”, afirmou. “Se o governo levasse a sério o combate à insegurança.”
Resgate não apaga trauma, diz cardeal
Onaiyekan reconheceu o alívio com o retorno das crianças, mas ressaltou que a libertação não apaga o sofrimento vivido por elas e suas famílias. “Estamos todos gratos a Deus. Mas a libertação não cancelou a dor de ter tantas crianças mantidas em cativeiro por quase dois meses”, disse.
O cardeal ressaltou que o sucesso do resgate não prova que o governo superou a crise de segurança. Ele lembrou que sequestradores e grupos terroristas ainda mantêm muitas outras vítimas em cativeiro.
“Rezo e espero que o governo não acredite que fizemos um bom trabalho agora que essas crianças foram libertadas. Não devemos esquecer que há outras, talvez centenas, ainda nas mãos de terroristas”, afirmou.
Cardeal questiona inação contra acampamentos de sequestradores
O líder religioso questionou por que os sequestradores mantêm acampamentos onde as vítimas ficam por longos períodos sem que as forças de segurança os desmontem. “Pela forma como vi as crianças no vídeo, elas não estavam dormindo no mato durante esses 60 dias”, observou.
“Os sequestradores têm seus próprios arranjos. Às vezes administram suas próprias aldeias, e homens e mulheres comuns cuidam daqueles que capturaram”, afirmou. “Se é assim, ainda não podemos entender que nosso governo diga que não pode lidar com esses elementos criminosos.”
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Onaiyekan pediu ao governo nigeriano que ofereça reabilitação abrangente às crianças resgatadas. Ele ressaltou que o trauma do cativeiro pode ter consequências psicológicas e espirituais duradouras. “Esperamos que o governo perceba que, após 60 dias em tais circunstâncias, essas crianças precisam de atenção especial”, disse.
Algumas das vítimas têm apenas 2 anos de idade. “Se não for tratado adequadamente, isso afetará o futuro delas”, afirmou o cardeal.
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*Com informações da ACI Africa, serviço irmão da EWTN News
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