O Catar “conquistou o Ocidente” e construiu uma rede de influência para restaurar um império islâmico, segundo o ex-chefe da Divisão de Guerra Econômica do Mossad, Udi Levy. A fala ocorreu durante a Conferência Anual de Contraterrorismo do Instituto Internacional de Contraterrorismo (ICT), na Universidade Reichman.
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Levy disse que o país do Golfo, ao lado do Irã, teve papel direto nos ataques de 7 de outubro. “O Catar, como mencionado, foi responsável, um dos principais, junto com os iranianos, pelo massacre de 7 de outubro”, garantiu o ex-chefe.”
“Se no dia 8 de outubro o Estado de Israel tivesse anunciado ao mundo que o Catar tinha 48 horas para garantir a devolução dos reféns, com uma ameaça clara à estabilidade do reino, de seus líderes e da liderança do Hamas, é provável que a opinião pública mundial tivesse reagido de outra forma.”
Ele também destacou que, naquele momento, a comunidade internacional estava disposta a apoiar Israel diante das imagens de assassinatos, estupros e destruição. No entanto, o governo optou por manter a política de dependência em relação ao Hamas, permitindo que o Catar continuasse atuando como mediador. Para Levy, essa decisão comprometeu não apenas a ofensiva em Gaza, mas também o destino dos reféns.
Ao analisar a atuação externa do emirado, Levy foi direto: “Eles subornaram cada líder e cada ator que pudessem ajudá-los a avançar seus interesses e, acima de tudo, neutralizaram qualquer ação contra eles, tornando-se intocáveis”. O ex-oficial acrescentou que Doha opera uma estrutura de propaganda global, presente em universidades, centros culturais e instituições de ensino, moldando a opinião pública e formando as lideranças do futuro.
Com “grande engenhosidade”, nas palavras de Levy, e contando inclusive com o apoio de empresários e agentes judeus e israelenses em diferentes setores, o Catar conseguiu ocupar posições estratégicas não apenas no Ocidente, mas também em Israel, na África e na América do Sul. Essa rede, segundo ele, inclui corporações multinacionais, bancos, cadeias de moda, centros esportivos e culturais.
Outro ponto ressaltado foi o impacto na política norte-americana. Levy acusou Doha de ter “enganado o presidente Donald Trump”, ao atuar contra os Acordos de Abraão no mesmo período em que Washington tentava ampliá-los. Ele afirmou ainda que o Catar penetrou em níveis sensíveis do sistema de segurança israelense e influenciou decisões de Estado.
Catar ‘conquista’ o Ocidente
Para Levy, o maior triunfo de Doha é justamente não ser alvo de debates prioritários nos fóruns internacionais de segurança. “O simples fato de, em uma conferência tão prestigiada, o Catar não ser o foco central é na verdade o maior sinal de sucesso dos catarianos. É a prova de que sua política, ao longo de décadas, obteve uma vitória completa”, disse.
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Ele acrescentou que o conceito de “conquista” vai além da ocupação territorial. “O Catar conseguiu, e me perdoem pelo uso de uma expressão tão pomposa, conquistar o Ocidente, inclusive o Estado de Israel”, acrescentou. “Conquista não significa necessariamente tomar territórios; também é a capacidade de paralisar o processo de decisão do inimigo. E é exatamente isso que o Catar está conseguindo fazer.”
O ocidente precisa abrir os olhos….
Finalmente foi apresentado corretamente o projeto desta ditadura monarquica teocratica que busca SIM o estabelecimento de um califado mundial, com a “conversão” de toda a humanidade ao islã.
Já era mais do que sabido…