Na terça-feira 31, cientistas da startup de biotecnologia Colossal Biosciences, que busca dar vida a espécies extintas, anunciaram que planejam “ressuscitar” o pássaro dodô, extinto no século 17. A empresa foi fundada há dois anos pelo ginecologista George Church, de Harvard, e pelo empresário Ben Lamm.
A empresa também anunciou que levantou US$ 150 milhões (R$ 770 milhões) adicionais em financiamento. Até o momento, a Colossal arrecadou US$ 225 milhões (R$ 1,15 bilhão) de diversos investidores como o United States Innovative Technology Fund, a Breyer Capital e a In-Q-Tel.
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Re-introductions are in order 🦤The #Dodo has come to epitomize the relationship between humans and #extinction. >>> pic.twitter.com/tvYKXIKiNl
— Colossal Biosciences® (@itiscolossal) February 2, 2023
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Mãe de aluguel
Para Lamm, não é provável que a perspectiva de trazer o Dodô de volta à vida gere dinheiro diretamente. O empresário também disse que as ferramentas e os equipamentos genéticos que a empresa desenvolve para realizar o projeto podem ter outros usos, inclusive para a saúde humana.
Os cientistas pretendem trazer o animal extinto de volta por meio da edição do genoma do Nicobar, espécie de pomba endêmica de algumas ilhas do Índico, que é seu parente mais próximo.
Depois de os pesquisadores terem recentemente sequenciado o genoma, o plano é criar um embrião que crescerá em uma “mãe de aluguel”. A primeira cria do pássaro “ressuscitado” é aguardada para os próximos seis anos.
O dodô era um habitante endêmico das Ilhas Maurício, no Oceano Índico, e podia pesar até 20 quilos, não voava e tinha o tamanho similar ao de um peru. O pássaro foi alvo de caças ilegais, e o último foi morto em 1681.
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