Cientistas ressuscitaram um conjunto de vermes nematoides de quase 50 mil anos. Publicado na quinta-feira 27, o experimento consta na revista PLOS Genetics.
Os espécimes estavam em criptobiose (quando o metabolismo de um ser para, por causa das condições externas de um ambiente) dentro de uma caverna na Sibéria e passaram por um processo de derretimento em laboratório. Depois dessa etapa, os pesquisadores observaram movimentos dos vermes. Eles também se alimentaram e iniciaram autorreprodução, em virtude de serem assexuados.
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Com o estudo, espera-se compreender a evolução desse ser vivo e até que ponto é possível manter-se vivo em meio a altas temperaturas.

Philipp Schiffer, da Universidade de Colônia, e coautor da pesquisa, descreveu o momento no qual os vermes voltaram à vida como “superfascinante”.
“Finalmente, é superfascinante ver de repente a vida, animais vivos rastejando para fora de um pedaço de solo que está congelado há 46 mil anos”, disse Schiffer.
Envolveram-se com o trabalho professores da Universidade de Colônia, do Instituto Max Planck de Biologia Celular e Genética Molecular em Dresden e do Centro de Biologia de Sistemas de Dresden.
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