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Colômbia produz 22 vezes mais cocaína que na época de Pablo Escobar

Traficante ganhou fama mundial como 'rei' da droga

Pablo Escobar foi um traficante e narcoterrorista colombiano, fundador e único líder do Cartel de Medellín | Foto: Montagem Revista Oeste/ Wikimedia Commons/Shutterstock

Poucos nomes são tão emblemáticos na história do narcotráfico quanto o de Pablo Escobar. Ele construiu um império do crime no meio da Colômbia graças à venda de cocaína. Mas a produção do país não passava de uma fração da atual quando ele morreu, em 1993. Eram 119 toneladas. Hoje, são 2,6 mil toneladas, 22 vezes maior, o que levou os colombianos ao topo do mercado mundial, conforme mostram os dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

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No último ano de vida de Escobar, a produção da Colômbia correspondia a cerca de 15% da oferta global, estimada em 770 toneladas pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Undoc). Na época, a Bolívia figurava como o principal fabricante, com 410 toneladas. Atualmente, os colombianos fornecem 72% de todo o consumo mundial.

A Colômbia do rei da cocaína

Escobar era o principal nome do Cartel de Medellín, um dos mais poderosos do mundo. O nome é uma referência à cidade colombiana sede do grupo. No auge, a influência do criminoso chegou ao ponto de ele projetar, construir e comandar (extraoficialmente) a prisão que o abrigou, depois de ser preso em meio a um acordo com o governo do país.

Com o dinheiro da droga, o traficante chegou até mesmo a construir um zoológico, o Hacienda Nápoles Park. A morte do criminoso deixou o lugar abandonado e deu origem a um problema ambiental. Havia um grupo com três hipopótamos nas instalações. Sem quem os controlasse, eles se reproduziram de modo descontrolado e hoje são 120 em um habitat sem predadores, uma vez que a espécie não é da região — e sim da África.

Problema com os EUA

De acordo com a ONU, a América do Norte consome 30% de toda a oferta mundial de cocaína. A Undoc coloca esse mercado como o maior do planeta. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, prometeu combater o narcoterrorismo — e demonstrou que está disposto a usar operações militares unilaterais. Isso aconteceu em 3 de janeiro, na Venezuela, na captura do ex-ditador Nicolás Maduro.

Trump ordenou a operação depois de acusar o venezuelano de narcoterrorismo. Maduro foi capturado por militares norte-americanos em Caracas, capital da Venezuela. Em menos de duas horas de ação, ele estava sob custódia dos EUA. O ex-ditador é acusado de comandar o Cartel de Los Soles, formado pela cúpula do governo, incluindo ministros, generais e parlamentares. O grupo é um dos responsáveis por dar apoio logístico para que a droga colombiana seja exportada pelo mundo.

No dia seguinte à prisão de Maduro, Trump disse a repórteres que uma invasão ao território colombiano parecia uma boa ideia. Ele acusou Gustavo Petro, presidente da Colômbia, de gostar de produzir e vender cocaína para os EUA. Na sexta-feira, 10, os dois concordaram com uma reunião no começo de fevereiro para combinar ações conjuntas contra o narcotráfico no país.

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