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Com risco de apagões, Venezuela reduz a jornada de trabalho

Regime de Nicolás Maduro atribui crise energética a 'emergências climáticas'

Venezuela; maduro
O ditador Maduro, durante uma reunião de líderes dos estados-membros da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América e do Tratado de Comércio e Promoção, em Caracas — 14/12/2024 | Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters

A crise energética na Venezuela fez com que a ditadura de Nicolás Maduro reduzisse a jornada de trabalho no setor público de 40 para 13,5 horas semanais.

Os funcionários agora trabalham das 8h às 12h30, três vezes por semana, com o objetivo de mitigar os apagões que afetam o país.

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O regime atribui a crise à emergência climática, destacando a seca como a principal causa da baixa no nível do reservatório de Guri, crucial para a Usina Hidrelétrica Simón Bolívar.

Especialistas, no entanto, afirmam que a situação é resultado de anos de negligência, falta de investimentos e corrupção no setor elétrico.

Racionamento de energia na Venezuela

Bandeira da Venezuela | Foto: Reprodução/ONU
Bandeira da Venezuela | Foto: Reprodução/ONU

Desde a segunda-feira 24, o racionamento de energia e a redução da jornada de trabalho estão em vigor por seis semanas, com possibilidade de extensão. A medida não inclui o setor educacional, que enfrenta dificuldades devido ao êxodo de mais de 70% dos professores, como mencionado anteriormente.

Historicamente, o chavismo adotou medidas semelhantes em resposta a crises energéticas, mas sem sucesso.

Em 2019, a redução da jornada de trabalho não evitou apagões e prejudicou a qualidade de vida dos venezuelanos. O regime bolivariano frequentemente culpa o clima e sugere sabotagem, sem apresentar evidências concretas.

Cenário econômico

A economia venezuelana se agrava com as sanções internacionais. Sob a administração de Donald Trump, os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre países que comercializam petróleo com a Venezuela, o que contribuiu para a maior desvalorização do bolívar em quatro anos.

Multinacionais como a Chevron anunciaram sua retirada do país, intensificando a pressão sobre o governo de Maduro.

Em entrevista ao site g1, o especialista em setor elétrico José Aguilar criticou a ditadura de Nicolás Maduro. Ele afirmou que o governo venezuelano “sempre usa desculpas grosseiras como causas meteorológicas e zoológicas e sabotagens sem sabotadores”.

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