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Como um militar dos EUA ganhou R$ 2 milhões com aposta sobre Maduro

Gannon Ken Van Dyke foi detido na quinta-feira 23

Gannon Ken Van Dyke é sargento das Forças Especiais dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Redes sociais
Gannon Ken Van Dyke é sargento das Forças Especiais dos Estados Unidos | Foto: Reprodução/Redes sociais

Investigações nos Estados Unidos apontaram o sargento das Forças Especiais Gannon Ken Van Dyke como responsável por movimentações financeiras suspeitas relacionadas a apostas on-line sobre a saída de Nicolás Maduro do poder. O militar foi detido na quinta-feira 23, depois de ser acusado de lucrar mais de US$ 400 mil, equivalente a cerca de R$ 2 milhões, na plataforma Polymarket. As informações são do Departamento de Justiça norte-americano.

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De 27 de dezembro a 2 de janeiro, Van Dyke teria realizado 13 apostas que totalizaram cerca de US$ 33 mil. Especialistas avaliam que a divisão dos valores investidos em diversas operações pode ter sido feita com o objetivo de não chamar atenção das autoridades e dificultar o rastreamento das quantias envolvidas.

Estratégias do militar dos Estados Unidos para ocultar movimentações financeiras

Depois de concluir a ação contra Maduro e receber os lucros, o sargento transferiu a maior parte do dinheiro para uma carteira de criptomoedas no exterior. Em seguida, direcionou os fundos a uma conta recém-aberta em uma corretora digital. A estratégia ampliou o grau de anonimato e dificultou a identificação dos responsáveis pelas movimentações.

O uso de diferentes plataformas e endereços digitais tornou o percurso do dinheiro mais complexo para as autoridades rastrearem. A fragmentação das transações dificultou a identificação da origem dos recursos e aumentou as suspeitas no mercado de apostas.

No dia da operação, Van Dyke teria sacado quase todos os lucros considerados ilegais. Relatos de movimentações fora do padrão passaram a circular em veículos de imprensa e redes sociais depois do anúncio da chamada “Operação Resolução Absoluta”.

Tentativas de ocultação de identidade

De acordo com as autoridades dos Estados Unidos, o militar ainda tentou esconder sua identidade. Em janeiro passado, solicitou a exclusão da conta na Polymarket ao informar ter perdido o acesso ao e-mail. Na mesma data, alterou o endereço eletrônico vinculado à sua carteira de criptomoedas para um novo e-mail criado semanas antes, que não estava registrado em seu nome.

Apesar das tentativas de disfarce, Van Dyke foi identificado. As movimentações despertaram alerta no mercado de previsões, o que levou a uma apuração que se estendeu por meses. As investigações resultaram na prisão sob suspeita de uso de informações sigilosas para obtenção de ganhos pessoais.

“Nossos homens e mulheres em serviço recebem acesso a informações confidenciais para cumprir suas missões com segurança”, afirmou Todd Blanche, procurador-geral interino do FBI, conforme nota oficial. “Eles são proibidos de usar esses dados altamente sensíveis para obter vantagem financeira pessoal.”

Leia mais: “A ditadura sem ditador”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 304 da Revista Oeste

O sargento responde agora por três acusações de violação da Lei de Bolsa de Mercadorias. As penas podem chegar a 10 anos cada. Também é acusado por fraude eletrônica, cuja punição máxima é de 20 anos, e transação monetária ilegal, que prevê até 10 anos de reclusão.

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